29 de dez de 2013

Futebol brasileiro precisa de reformulação geral

Não é a toa que os assuntos mais difíceis de se conversar são: futebol, política e religião. Não necessariamente nessa ordem, mas a cada dia que passa vemos uma enorme discussão nem sempre pacífica sobre esses assuntos nas mais diversas formas de comunicação na internet.
A intolerância da maioria fanática que não consegue enxergar um palmo a frente dos olhos a não ser a sua própria opinião, é o maior motivo de desavenças e troca de agressões verbais nas redes sociais.
No caso do futebol a situação é ainda pior. As discussões chegam às arquibancadas ou avenidas das cidades, tudo orquestrado por torcidas organizadas que combinam brigas pela internet. E pasmem, algumas torcidas do mesmo time brigam entre elas.
O final do Campeonato Brasileiro de 2013 acabou acontecendo no tribunais. O que de fato aconteceu em campo não foi respeitado. Já escrevi aqui no blog sobre o assunto antes mesmo do julgamento que aconteceu no TJD e no STJD. LEIA AQUI
 A Portuguesa foi goleada por 13x0. Pagou pelo erro de escalar um jogador que estava suspenso. Pagou por incompetência do seu advogado, do seu departamento jurídico, do seu gerente de futebol e do seu presidente. Não adianta pegar carona na imprensa manipuladora e achar que a Portuguesa é a coitadinha da história. Errou! Assinou o regulamento no começo do campeonato junto com os outros 19 times. O beneficado foi o Fluminense que com a perda de pontos do time lusitano, permaneceu na primeira divisão. Se fosse qualquer outro time grande que estivesse no lugar do Fluminense, aconteceria a mesma coisa. Ninguém iria ter dó da Portuguesa.
Já fiz uma matéria antiga aqui no blog sobre viradas de mesa ao longo dos anos e é só dar uma olhada AQUI para ver se o seu time também está lá.
É curioso o povo clamar por justiça no país para que as decisões judiciais sejam cumpridas, que bandidos fiquem na cadeia, que corruptos sejam punidos, que leis e regras foram feitas para serem cumpridas e no entanto quando acontece um erro comprovado juridicamente no futebol, todos querem que as regras sejam quebradas. Não é por aí. As regras precisam ser reformuladas.
Esse nem é o problema maior. Ao longo de décadas temos visto um futebol sofrível dentro de campo e horroroso por parte da esmagadora maioria na direção dos clubes de futebol. Dívidas trabalhistas, fiscais, clubes quase falidos, salários atrasados, falta de estrutura, enfim, uma verdadeira bagunça.
Arbitragem? É melhor nem começar a falar a respeito.
Vem aí a Copa do Mundo no país e tudo vai correr perfeitamente bem, podem ter certeza disso. Pelo menos aos olhos da FIFA e do nosso Governo. No entanto, o legado de destruição será terrível. É só aguardar.
Uma coisa é certa no futebol:
É preciso uma reformulação geral em todas as áreas. Dentro de campo, disciplinares e diretivas.
É utopia, eu sei.

12 de dez de 2013

O pontapé inicial da moralidade pode ser dado pelo Fluminense

Sr. Peter Siemsen
Presidente do Fluminense Football Club

Ser Fluminense não é ser melhor. É ser certo. Não é vencer a qualquer preço mas vencer-se primeiro para depois se tornar vitorioso. É não perder a capacidade de admirar e de se colocar entre as conquistas mais altas. É jamais perder a esperança com dignidade.
É gostar de talento, honradez, arte, paz, justiça, coragem e principalmente bom senso. É saber reconhecer na derrota, um adversário superior.
É rejeitar humilhação, sorrateiros, desleais, soberba, arrogância, suborno ou hipocrisia.  É unir caráter com decisão, sentimento com ação e razão com justiça.
É ter os olhos limpos, sem despeito e ao lado da sensatez.
É conseguir obter o melhor de cada um para reparti-lo com os demais e saber a cada dia, amanhecer melhor.

Diante de todos os fatos negativos ocorridos com o clube no ano fatídico de 2013, curiosamente um ano depois de uma conquista absoluta do Campeonato Brasileiro (2012) e três anos depois da conquista absoluta anterior (2010), vamos esquecer a confusão causada pela Portuguesa ao escalar um jogador de forma irregular no jogo contra o Grêmio na última rodada da competição.
Vamos para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro aprender pelos erros cometidos esse ano.
Todos nós sabemos da campanha ridícula e patética realizada pelo time durante todo o ano.
Não sejamos hipócritas e ficar em cima do muro num momento tão delicado que vive o clube, o futebol em geral e nosso país.
Alguém precisa começar a moralizar tudo que está acontecendo. E o nosso Fluminense pode dar esse pontapé inicial.

Ainda não sabemos o que vai acontecer no julgamento. Porém, independente do resultado no STJD,  sou a favor que o clube dispute a segunda divisão.

O caso nos tribunais é legal mas imoral.

Saudações Tricolores


11 de dez de 2013

Virada de mesa no Brasileirão 2013?

Hoje (11.12.2013), o programa Bate-Bola Primeira Edição da ESPN Brasil fez um importante esclarecimento através dos ótimos jornalistas Paulo Vinícius Coelho e Mauro Cezar Pereira.
Isso se chama jornalismo feito com credibilidade, competência, honestidade e principalmente imparcialidade. Para quem não sabe, PVC é torcedor do Palmeiras e o Mauro Cezar Pereira é torcedor do Flamengo.
Isso surgiu diante de todas as notícias que aconteceram ontem e vem circulando hoje sobre a provável virada de mesa no Campeonato Brasileiro de 2013 pelos tumultos causados por torcedores no jogo Atlético-PR x Vasco e por causa da escalação irregular de jogadores da Portuguesa ( Heverton) no jogo contra o Grêmio e do Flamengo (André Santos) no jogo contra o Cruzeiro, na última rodada do Brasileirão desse ano.
Muitos caem numa história de que o Fluminense é o "Rei do Tapetão" e a verdade não é bem essa.
Assista o esclarecimento no vídeo.
Independente se vai acontecer a virada jurídica ou não sobre o que está entrando em julgamento referente ao campeonato desse ano, é muito importante esse esclarecimento sobre algumas coisas do passado. Assistam!



6 de dez de 2013

O Acumulador de Troféus

Camila B. Monteiro, blogueira que conheci há poucos anos através da blogsfera, acaba de realizar seu grande sonho de escrever um livro. Fico feliz de ter recebido "O Acumulador de Troféus" que ela escreveu e acaba de lançar. Fica a dica de boa leitura para o pessoal que passa aqui pelo blog.
Entre em contato com a escritora através do site oficial:
www.camilabmonteiro.com
Ou através da rede social Facebook:
https://www.facebook.com/kmilla.monteiro
https://www.facebook.com/pages/Blog-Vida-Complicada/219174258098367?ref=br_rs
Desejo a Camila, muito sucesso. E assim será.

5 de dez de 2013

Se você acha que está ruim, aguarde 2014

Acabando 2013, lembre-se de que nada é tão ruim que não possa piorar. Faltam alguns dias para a linda e maravilhosa festa de Reveillon, aquela mesma onde muitos bebem seu champagne e que brindam a chegada de um novo ano mais feliz enquanto outros passam fome nas ruas, sem moradia, sem alimento, sem amigos, sem família, sem emprego e sem mais um monte de coisas.
Brasil. O país do contraste.
2014 sem qualquer sombra de dúvidas será um ano muito complicado. Uma Copa do Mundo a ser realizada num Brasil corrupto e a beira do caos, recheada de denúncias de superfaturamento na construção de estádios e tudo viabilizado por um governo em total harmonia com a toda poderosa FIFA. O país do futebol e da corrupção terá uma Copa do Mundo a qualquer custo. 
Uma cambada de puxa-sacos aparecem em propagandas, eventos e entrevistas pra lá de duvidosas e como disse Ronaldo - aquele mesmo "Fenômeno" - "uma Copa do Mundo não se faz com hospitais". Maravilha!
Viva a Copa e a saúde que se dane. Aliás, todo o resto que se dane.
Passamos 2013 presenciando uma infinidade de protestos por todas as causas possíveis e imagináveis. Alguns bagunceiros e "badernistas" com seus rostos cobertos por um pano e que alguns intelectuais ainda tiveram a cara de pau de chamarem de revolucionários, passaram o ano destruindo o patrimônio alheio e compartilhando fotos em redes sociais onde fizeram enorme sucesso criticando ou mostrando valentia contra policiais. A inversão de valores está completamente instalada.
Na minha opinião as manifestações em sua maioria são justas e quando realizadas por pessoas decentes e que sabem o que é manifestar com bom senso e principalmente sem violência, são extremamente importantes. E que não levantem a bandeira de nenhum partido político ou sindicato, porque os aproveitadores adoram esses momentos.
O mesmo bando de políticos com suas costumeiras falácias e que a cada dia que passa ganha mais popularidade entre o povo brasileiro, continuará a gozar com a cara dos brasileiros, independentemente de partidos políticos. 
As eleições irão levar o país a uma disputa de poder e conchavos dos mais inimagináveis possíveis em busca de eleitores e na verdade tudo irá continuar como dantes no quartel de abrantes.
Talvez numa tentativa de começar a mudar tudo, duas coisas na minha opinião seriam fundamentais a partir das próximas eleições:
1º - Voto facultativo
2º - Proibido reeleição em qualquer cargo político
Utopia. Pura utopia.
Reflexão rápida e sem palavras bonitas.
É assim que eu gosto e digo: "Se liga e fique esperto(a)"

4 de dez de 2013

Águas de Lindóia

Águas de Lindóia é uma linda cidade do Estado de São Paulo. 163 Kms é a distância da capital paulista. É um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais e faz parte do Circuito das Águas. Já estive algumas vezes nessa cidade e sem dúvida é uma das mais agradáveis que já conheci.














     Todas as fotos pertencem ao arquivo pessoal de William Kusdra
04.12.2013

12 de mar de 2013

Rádio Stay Rock Brazil

Renato Menez, empresário, tem o rock and roll na alma como hobby. Em Outubro de 2008 fundou a Rádio Stay Rock Brazil que tem a finalidade de entreter e interagir com as pessoas que amam o rock em todas as suas vertentes. É uma rádio web muito fácil de acessar e que diariamente conta a colaboração de várias pessoas em sua programação. O objetivo é levar música de qualidade aos ouvintes.
Para acessar e ouvir a rádio é muito simples. Basta entrar no site www.stayrockbrazil.com.br
Se você quiser colocar o player da rádio em seu blog:
Basta cliclar com o botão direito sobre o quadro abaixo e selecionar "copiar". Depois entre em "Layout" do seu Blog, em seguida "Adicionar um Gadget". Selecione a opção HTML/JavaScript e cole o código. Salve tudo!
<IFRAME name=STR src="http://stayrockbrazil.com.br/player_sites.htm" frameBorder=0 width=244 height=315 scrolling=no marginwidth="0" marginheight="0"></IFRAME>

26 de fev de 2013

Meus setecentos e poucos dias com a Banda Anarca

Esse texto é uma continuação da matéria escrita na postagem anterior. Estou relembrando da minha passagem com as três bandas que tive o prazer de tocar no passado.
Em seguida à minha saída do Salário Minimo em 1981, entrei para a Banda Anarca como baixista. Ao lado do Wagner Anarca na guitarra e do Régis Tadeu na batera, éramos um trio que estava muito a fim de realizar um rock bem trabalhado, com qualidade, bem produzido e fazer muitos shows. A banda liderada pelo Wagner já existia e essa era uma nova formação com muitas músicas novas no repertório e sendo a maioria compostas pelo Wagner. Ensaiar exaustivamente era uma obrigação muito prazeirosa.
A música que eu mais gostava de tocar com a banda era "Contraste". Cheia de acordes e uma suite muito bacana onde a viagem era inevitável e era com essa que abríamos todos os shows. Era uma espécie de talismã da banda e em algumas apresentações essa música chegava até 10 minutos ou mais.
O primeiro show com essa nova formação foi realizado na Faculdade Anhembi-Morumbi em São Paulo. Muita expectativa na estréia e tudo correu bem.

Wagner Anarca, Regis Tadeu e William Kusdra - 1981
Durante os três anos que estive com a banda, fizemos grandes amigos, contatos com várias bandas de São Paulo, músicos e muitos shows. A convite de Oswaldo Vecchione, realizamos uma pequena turne com o Made in Brazil pelo interior e litoral de São Paulo, além de alguns shows em Teatros Municipais da capital paulista. Loucura total. O Made in Brazil - ícone do rock brasileiro - comemorava 15 anos de estrada e estavamos juntos dos caras. Foi uma satisfação muito grande abrir alguns shows dessa super banda durante o ano de 1982.
Anarca abrindo para o Made in Brazil em Guaratinguetá-SP - 1982
O Anarca seguia em frente e o entusiasmo entre nós era grande. Buscávamos de alguma forma entrar definitivamente no cenário do rock brasileiro fazendo muitos shows em Teatros, Faculdades e Colégios. O Anarca estava presente e na ativa. Queríamos gravar também, mas naquela época a dificuldade era grande e o registro dessa fase está presente no disco "Anarca Ao Vivo" lançado em 1986. Ver aqui
Misericórdia era uma música onde eu e o Régis fazíamos solos e improvisos e está registrada no disco citado acima.
Tínhamos uma amizade muito legal com os caras das bandas Kaos e Centurias. Íamos direto na casa do Paulão, um puta batera. O Centurias era uma grande banda e marcou época. Em momentos de lazer e descontração, ouvíamos muito rock e ainda sobrava um tempo pra jogar um futebol entre amigos.
Na minha vida pessoal as coisas estavam começando a mudar um pouco. Fui promovido no trabalho e apesar de roqueiro e cabeludo, eu era bancário e isso me tomava muitas horas durante a semana. Ao mesmo tempo conheci aquela que viria a ser minha esposa. A música estava começando a ficar num plano abaixo daquilo que eu sempre programei para a minha vida. Isso não era bom para mim e nem para a banda. Curioso que ao mesmo tempo em que eu passava por essa mudança, o Régis saiu da banda e no seu lugar entrou o Fábio Xepa. O ano de 1983 estava chegando ao fim e logo precisei abandonar o Anarca também. Avisei meu grande amigo Wagner Anarca que eu estava precisando de um tempo para colocar as coisas em ordem na minha vida e com muita dor no coração a banda passou a ser passado, porém, jamais esquecido. É com prazer que até hoje mantenho contato com o Wagner Anarca que mora nos Estados Unidos desde os anos 90 e com o Régis, hoje crítico musical e colunista do Yahoo. Com o Fábio Xepa tive pouco contato, mas recentemente conversei por telefone com ele. Outros membros que passaram pela banda também estão na rede de amigos e sempre estamos mantendo contato de alguma forma. Enfim, a Banda Anarca e aquele tempo em que toquei com eles não saem da minha lembrança até hoje e sinto bastante orgulho de ter sido parceiro daqueles caras.
Uma vez Anarca, sempre Anarca.
                                                       
 
William Kusdra - 1982 - Banda Anarca
Em 2012, meu amigo/irmão Wagner Anarca lançou o livro "Anarca My Rock Band" que conta toda a trajetória dele como músico. Obra imperdível. Ver aqui 

21 de fev de 2013

O verdadeiro início da Banda Salário Mínimo

Com a firme e forte chegada da Internet no Brasil de alguns anos para cá, é possível fazer vastas pesquisas e encontrar matérias sobre os mais variados tipos de assuntos. Também é muito comum encontrar várias informações equivocadas ao realizar uma pesquisa. O assunto dessa matéria é música e refere-se a uma banda de rock que fiz parte por quatro anos - 1977 a 1981 - e como li algumas coisas em blogs e sites que não são verdadeiras, fiz essa pequena biografia de como surgiu a Banda Salário Mínimo.
A única intenção dessa matéria é somente deixar registrada a verdadeira história. Nada além disso, que fique bem claro à todos que a lerem.
Então, vamos lá.
Ano: 1977 Local: Colégio Pde. Sabóia de Medeiros (Chácara Sto. Antonio). Zona Sul de São Paulo.
Estudávamos num colégio onde haviam roqueiros cabeludos e a turminha de "burgueses", como eram chamados os boyzinhos na época. Muita mulher bonita fazia parte do cenário. A turma do rock da qual eu fazia parte, era minoria. Juntávamo-nos para ouvir Led Zeppelin, Stones, Yes, Rush, Sabbath, Hendrix e mais uma pancada de gente boa daquela época. Isso incomodava um pouco a outra turma porque várias garotas gostavam de ficar conosco. Alguns pequenos conflitos eram inevitáveis mas nada que chegasse a violência. Eu já tocava violão e comprei uma guitarra Gianinni SG vermelha e um amplicador. Comecei a me interessar muito em ser músico e comecei a estudar sobre o instrumento. Eu trabalhava no Banco Nacional da Agência Barão de Itapetininga no centro de São Paulo. Me aproveitando disso, torrava minha grana toda em discos que comprava no Museu do Disco e na Galeria do Rock. Também gastava em revistas, shows, mulherada e na troca de instrumentos e amplificadores, situação que ia aumentando naturalmente a cada dia por causa do meu total envolvimento com a música.  Havia uma turma no colégio que estava querendo montar uma banda. Éramos em quatro: Eu, o Beá Junior, o Magoo e o Márcio. Eu tinha guitarra e amplificador, o Márcio tinha bateria, o Magoo arrumou um baixo emprestado e pro Beá sobrou o vocal. Vamos tocar juntos? Pensamos e marcamos um dia na casa do Márcio. Ao fim da primeira audição, decepção. Porra, o Márcio tinha uma bela batera e um local ideal para ensaiar mas era um péssimo baterista. Era um cara super legal e um tremendo gozador. Colocava apelido em todos. O Magoo se tornou "Camba", abreviação de Camboja. Porque? O uso de camisas rasgadas que pareciam ter participado da Guerra do Vietnã. O Beá era horrível cantando. Não ia dar. Passamos alguns dias pensando qual seria a solução correta a se tomar. Me lembrei da irmã de uma amiga minha. Era um avião de mulher. Bonita e jeitão típico para vocalista de uma banda de rock. Pronto. Estava decidido que a Vera faria um teste nos vocais da banda que já havia sido batizada com o nome Salario Minimo. A idéia do nome da banda foi do Magoo, avalizada pelo Beá e prontamente aceita por mim que naquele instante era uma espécie de cabeça da banda. O Beá arrumou uma batera emprestada de um amigo e assumiu as baquetas. Eu fiquei na guitarra, o Magoo no baixo e a Vera nos vocais. Fizemos alguns ensaios e nova decepção: A Vera era gostosa pra caramba mas não servia para ser vocalista apesar de todo seu visual. Dispensamos a gata sem ressentimentos. Mas o que fazer? Quem poderia ser vocalista da banda? Idéias vinham e iam na mesma rapidez e a cada dia que passava queríamos tocar. Eu já estava compondo algumas músicas, o Beá fazendo letras e a coisa estava fluindo. Precisávamos arrumar um vocalista rapidamente. De repente, uma baixa na banda: Magoo. Saiu e foi tocar com uns caras. Recentemente tive conversando com ele por várias horas e lembramos muitas passagens daquele período. Lembrou-me o Magoo, que quando ele saiu da banda, foi num dia em que estávamos terminando uma música no meu apartamento. A letra quem mostrou foi o Beá, mas a discórdia veio no nome da música: Nada de Sexo. Porra, o Magoo ficou indignado e junto comigo tentamos convencer o Beá que o título não era bom. Garotas e sexo era justamente o que a gente mais queria na época e o nome da música não combinava nada com isso. O Magoo, puto da vida com a relutância do Beá, saiu chateado do meu apartamento. Daí em diante buscamos um novo baixista. Ficamos eu e o Beá. Será que ninguém da nossa turma teria o perfil de vocalista para a banda? Seria assim tão difícil arrumar um baixista? O ano de 77 terminou e começamos 78 firmes em tocar rock mas sempre alternando algumas formações. Músicos fixos só dois: Eu e o Beá, que assumiu definitivamente e bem as "baquetas". Chamamos o Plínio para o vocal. Cabeludo, maluco, doidão como a gente. Logo passamos a chamá-lo de Plínio Zacka. Apareceu do nada o Acássio para tocar baixo. Pronto. Tínhamos um perfil e um visual de banda de rock. O Salario Minimo estava começando a acontecer na Zona Sul de São Paulo. Fizemos vários shows com essa formação.

Acacio, Plinio Zacka, William Kusdra e Beá Junior
Tocamos em vários lugares. No Colégio onde estudávamos foram 2 shows. Fizemos um na Faculdade Osec também, numa sexta-feira chovendo pra caralho. Chegamos a participar de um Festival onde nos apresentamos como convidados ao lado de Guilherme Arantes e da Diana Pequeno. Nesse show estávamos piradíssimos. Cheios de energia. Rock and Roll a todo vapor. A Banda Salario Minimo estava decolando. Nesse período comecei a me interessar em tocar Contra-Baixo. Comprei um e ficava tocando no meu apartamento. Aliás, vários ensaios da banda foram no meu apartamento. Vizinhos? Que se fodam. Ninguém reclamava para o nosso bem. Com a compra do Contra-Baixo, achei o que realmente estava à procura. Mas eu era o guitarrista do Salario Minimo e assim teria que ser pelo menos por enquanto. Tínhamos contato com vários músicos de outras bandas. Conheci o Lucio Zaparolli que era vocalista da Banda Santa Gang. Foi um dos caras que nos deu bastante apoio e que inclusive fizemos 3 shows juntos no Teatro da Biblioteca Kennedy em Santo Amaro. 3 dias lotados e foram inesquecíveis.


O Beá comprou a batera que era do Charles Gavin (Titãs) que na época era da Banda Zero Hora. O Plínio comprou o equipamento de voz do cara do Zero Hora também. Todo mundo começou a investir. Mas veio uma baixa na banda: O Acássio saiu e queria se dedicar a pintura e sua nova namorada. E agora? Estávamos sem baixista novamente e no final de 1979 tínhamos um show a fazer com várias bandas numa represa na Zona Sul de São Paulo, entre as bandas participantes, Salario Minimo, Santa Gang, Zero Hora, Lixo de Luxo, Fim da Picada e outras. Me lembro que aquele dia começou com muita chuva e não tínhamos um baixista. O Plínio foi a minha casa e disse que levaria um amigo para o show que tocava guitarra e poderia fazer a função de baixista. Nos encontramos poucas horas antes do show. O Plínio nos apresentou, era o Junior Muzilli. Passei rapidamente algumas músicas pra ele e falei: Cara, você tá na banda. Se vira e corre atrás. Topa? Ele topou na hora. Loucura? Sim. Afinal, loucura era pouco pra nós. Achei interessante porque o Muzilli queria tocar guitarra também. Isso foi muito legal e passamos a revezar durante os shows, Eu e o Muzilli na guitarra e no baixo.


A formação durante bom tempo e em vários shows ficou assim:
 William Kusdra: Guitarra/Baixo
Junior Muzilli: Guitarra/Baixo
Beá Junior: Bateria
Plínio Zacka: Vocal

Nessa época, o Lucio me convidou para tocar com o Santa Gang num show no Teatro Brigadeiro, abrindo pra Patrulha do Espaço. Era um prazer abrir um show da Patrulha. Eu conhecia o Dudu Chermont mas não conhecia o Rolando Junior pessoalmente. Sempre o achei o melhor baterista de rock desde os tempos do Made in Brazil. Então para mim aquilo seria um sonho a ser realizado. Mas não sei o que realmente aconteceu naquele dia entre o Lucio e o Junior que acabou não rolando a abertura. Fiquei chateado e fui embora frustrado. De qualquer forma, isso não me impediu de ir à vários shows da Patrulha, banda que eu tinha como a principal do rock brasileiro ao lado do Made in Brazil.
Mas o Salario Minimo seguia o caminho e estávamos em 1980. O Junior Muzilli ofereceu para começarmos a ensaiar na casa dele que ficava do outro lado da cidade. Seria uma mudança radical na história da banda. Sair de Santo Amaro (Zona Sul) e ir para a Vila Maria (Zona Norte). Mas topamos porque o que interessava mesmo era tocar rock. Fazer rock. E isso a gente fazia.
Porém, eu já apresentava sinais de envolvimento total com o rock progressivo e cada vez mais me aprofundando nessa vertente, somado ao prazer de querer cada vez mais tocar Baixo. O Salario Minimo era uma banda de rock pesado e estava subindo degrau por degrau, mas eu não estava feliz. Afinal de contas, como fundador da banda junto com o Beá, me senti incomodado com o caminho que estávamos tomando. Não era o que eu queria. Eu queria fazer um som mais elaborado, mais trabalhado, mais técnico e isso não era a cara do Salario. Não por capacidade, muito contrário, apenas porque eu queria algo mais. Foi muito tempo pensando e nesse período conheci o Wagner Anarca que tinha uma banda de rock também e que estava mudando os membros. Fizemos alguns ensaios juntos e ele me aceitou como baixista. Fiquei contente e tomei minha decisão. Comuniquei aos caras do Salario Minimo que iria tomar outro rumo. Mas antes disso, tinhamos um show marcado na Faculdade FMU, onde o Muzilli estudava e um outro com a Banda Zero Hora no Sesc da Vila Mariana.
Fiz os dois shows e me despedi dos caras. Sem mágoas. O Salario Minimo seguiria seu caminho e eu buscava o meu. Minha saída da banda ocorreu em 1981. Mais tarde o Magoo voltaria para banda, o Plínio iria sair. A formação mudou mais algumas vezes e o resto todo mundo sabe.
Encontrei com o Magoo há cerca de dois anos e ele me contou que tem contato com o ex-batera Nardis, que tocou com a banda e participou da gravação do disco Beijo Faltal e que ele desconhecia essa história. Ficou surpreso e ao mesmo tempo contente em saber da verdade.
Na segunda metade de 1981 fui para a Banda Anarca. Um maravilhoso período que vou contar um pouco numa próxima matéria.
No início dos anos 90, Eu, o Júnior Muzilli e o Beá, voltamos a tocar juntos na Banda Primeiro Vício. Por problemas particulares e profissionais, tive que deixar a banda. Mudei de cidade e ainda mantenho contato com vários amigos de todo aquele período.

É preciso deixar registrado também, que infelizmente o Beá Júnior já faleceu.
Então é isso. Está registrada a verdadeira história do início da banda.
Aos amigos de verdade, um grande abraço e saudações rock and roll.

10 de fev de 2013

Queiram ou não, o movimento grunge foi importante

Começo dos anos 90 e o rock estava na UTI respirando por aparelhos e sem muita perspectiva de retorno a vida normal. Como a esperança é a última que morre, no meio do nada surge então aquilo que para muitos foi a salvação: o movimento grunge.
Entre as bandas que surgiram naquele momento, o Nirvana foi a que mais se destacou misturando os sentimentos de amor e ódio ao mesmo tempo. Entre as duas opções eu fico com a segunda. Porém, não seria um idiota em não considerar que o grunge pelo menos tentou inovar de alguma forma e dar uma verdadeira sacudida no rock and roll. Algo precisava ser feito porque o rock já respirava com muita dificuldade e o grunge apareceu como uma espécie de vacina revolucionária.
Naquele cenário, o Pearl Jam em minha opinião é a verdadeira banda do movimento. Gosto do trabalho desenvolvido pela banda de Eddie Vedder. Alice in Chains e Soundgarden são interessantes também, porém, uma coletânea de 10 a 15 músicas no máximo e com as duas bandas juntas, fica tudo resolvido.
Kurt Coubain, considerado o grande líder do Nirvana e do movimento grunge, lembrava aquela criança malcriada que batia nos irmãos e dizia pro pai ou pra mãe “eu quero, eu quero, eu quero…”, cruzando os braços e fazendo cara de mau. Sempre mau humorado na adolescência e deprimido na fase adulta. Quantos são assim? Ele levou para os estúdios e para os palcos toda essa revolta. Um jeito esquisito de ser um bad boy. Enfim, há quem o considere um ídolo e certamente não me encontro nessa lista. Kurt com seu Nirvana, conseguiu protagonizar o pior show de rock já realizado no Brasil. Duvida? Quem não assistiu ao vivo o show (?!?!?!?!) que realizaram no Hollywood Rock em Janeiro de 1993, pode ver no Youtube. Mas fica uma dica: tome um comprimido para o estômago antes de assistir pois é de causar náuseas. A MTV fez o papel dela e enfiou goela a baixo dos jovens o movimento, principalmente enaltecendo o Nirvana como o grande ícone do grunge. Diante de tudo o que se passou e dos defensores xiitas do movimento até os dias de hoje, não resta dúvida que o Nirvana os representa com esses valores.
A banda também é a autora de um dos mais cruéis assassinatos musicais já realizado em todos os tempos – a maravilhosa “The man who sold the world” de David Bowie – e ainda nos presenteou com apresentações ridículas de um líder doente com ele mesmo, além de péssimo músico. Valvulados ou transistorizados, o Nirvana brindava os fãs com distorções contínuas e performances em êxtase. Deixando de lado o músico, Kurt Coubain era uma pessoa doente e necessitava de tratamento. Para isso, não precisava ser nenhum especialista ou médico graduado em psiquiatria para perceber o que era óbvio. Kurt Cobain recusava qualquer tipo de ajuda e o fim todos nós sabemos qual foi.
Muitos dizem que a banda tinha atitude. Mas o que é atitude nesse caso? Atitude de questionamentos existenciais? Entendam, o líder estava doente e precisava de ajuda. No entanto, foi largado às traças por uma mulher mais pirada do que ele e que não conseguiu emplacar nada em sua carreira por total falta de competência. Pensando bem, até que ela teve alguns bons momentos como atriz no filme “O povo contra Larry Flint”. Poderia ter deixado sua péssima música de lado e partir para a carreira de atriz em filmes “B”.
Voltando ao movimento grunge, os conceitos de harmonia e instrumentação complexa nem vem ao caso pois o punk rock também não possuia. Portanto não existe a necessidade de considerar que deveriam ser músicos talentosos e que saíssem por aí com performances avassaladoras e tão somente por uma causa, mas sim por proporcionar simplicidade nas músicas com letras de protesto e sem virtuosismo de seus músicos. God save the queen, hino dos Sex Pistols é um tapa na cara da burguesia e uma prova de que a simplicidade também tem talento.
Não estou aqui absolvendo os Beatles, os Stones, o Led Zeppelin e o Black Sabbath – citando alguns exemplos – de que durante a carreira tiveram um lado obscuro em atitudes nada inteligentes. O que quero dizer é que todas as vertentes do rock tem seus problemas, incluindo os maravilhosos dinossauros que citei. Porém, a qualidade das músicas e dos músicos superam qualquer estereótipo e num confronto direto de qualquer grande banda dos anos 60 ou 70 com as quatro principais do movimento grunge – Nirvana, Alice in Chains, Soundgarden e Stone Temple Pilots – o nocaute seria no primeiro minuto de combate.
Rótulos musicais me incomodam. O rock é atemporal e tudo acaba se tornando uma coisa só. Mas para isso é preciso ter qualidade, competência e uma carreira sólida. A comunidade musical sofreu uma pane nos anos 90, o piloto decolou e no meio do caminho percebeu que tinha pouco combustível e que aquele vôo teria um fim trágico. Ao contrário desse vôo, o rock conseguiu sobreviver. Nada de saudosismo, mesmo porque há boas bandas no cenário mundial hoje em dia. Porém, é preciso saber distinguir o que representou de fato a boa música em toda a sua história. Na falta de uma referência, cria-se um mito questionável e indeciso. Na década de 90 o rock sofria da síndrome da mediocridade.
Não restam dúvidas que há espaço para todas as vertentes do rock e da música de um modo geral. É inaceitável que patrulheiros de plantão fiquem detonando sem critério algum – chegando até mesmo à violência gratuita e moral – movimentos como o punk, o metal, emo, axé, pagode, progressivo, grunge, sertanejo e etc. O importante é que cada um saiba distinguir o que é bom para si mesmo e que se tenha respeito com a opinião alheia. Qualquer fanatismo é ridículo e inaceitável.
Para quem está estudando um instrumento e tem a intenção de montar uma banda e sair por aí, é necessário antes de mais nada usar de bom senso. Saiba escolher corretamente a afinação ideal ao fazer uma releitura de um clássico do seu músico preferido e na dúvida, simplesmente não faça. Várias releituras são maravilhosas e estão por aí espalhadas não só no rock mas no mundo da música. No entanto, também temos muitos exemplos desagradáveis. Alguns arranjos são mudados e às vezes para melhor, porém, é preciso saber que há um limite, seja técnico ou de feeling. Duro mesmo é você estudar guitarra anos à fio e ir parar numa banda cover do Nirvana.
O grunge foi a luz no fim do túnel que o rock viu, desviou e sobreviveu.
Quem tem competência se estabelece.

4 de fev de 2013

Viradas de mesa no futebol brasileiro

Que o futebol é o esporte número um no Brasil e em vários países do mundo, não há dúvida. É apaixonante, intrigante, enigmático, cheio de nuances, malandragem e exibicionismo. Se hoje em dia temos ou não o melhor futebol do mundo, a Espanha está aí para colocar em dúvida essa questão. Numa coisa o futebol brasileiro sempre foi campeão: nas viradas de mesa. A expressão “virada de mesa” no futebol é usada quando algum resultado que aconteceu dentro do campo é mudado através de “canetadas”. Existem inúmeras dessas situações no futebol brasileiro e vários casos são bem famosos.
Em relação ao Campeonato Brasileiro, é preciso levar em conta que nos anos 80 por exemplo, os times que disputavam a Taça de Ouro (primeira divisão) e a Taça de Prata (segunda divisão) eram classificados de acordo com suas campanhas nos Campeonatos Estaduais. Então o que acontecia: times grandes que não alcançavam posições classificatórias nos Estaduais, disputavam a Taça de Prata (equivalente a segunda divisão) mas curiosamente no mesmo ano passavam para a Taça de Ouro mesmo sem conquistar o título ou obter classificação. Bastava ser um time “grande”. Outros entravam como convidados e o caso mais claro é o Santos em 1983, que acabou se tornando vice-campeão brasileiro porque montou um timaço para disputar a primeira divisão como “convidado”. É preciso lembrar também de casos escandalosos de arbitragens e o Brasileiro de 2005 é um exemplo bem recente. O árbitro envolvido, réu confesso na manipulação de resultados fez com que vários jogos fossem realizados novamente, foi punido e não pode mais apitar nenhum jogo de futebol. O campeonato daquele ano ficou manchado. Muitos se esquecem também do caso Sandro Hiroshi do São Paulo no final dos anos 90, onde pontos foram tirados do tricolor e dados de presente ao Botafogo e ao Internacional, mas só o Botafogo cairia para a segunda divisão se não fosse agraciado com a canetada da CBF e com isso o pobre Gama de Brasília pagou o pato na época.
Outro exemplo foi o jogo final do Campeonato Brasileiro de 1974 que foi transferido do Mineirão para o Maracanã numa clara ajuda ao Vasco e em detrimento do direito do Cruzeiro de fazer o jogo em sua casa.
O São Paulo já disputou a Segundona do Paulista e no mesmo ano subiu para a primeira. O pessoal gosta de esquecer disso.
E a Copa União de 87? Particularmente considero o Flamengo como Campeão Brasileiro de 87. O Sport é o campeão da segundona. Flamengo e Inter fizeram muito bem em não participarem daquele ridículo cruzamento com Sport e Guarani que a CBF havia determinado. O grande erro depois disso foi a punição dada ao América-RJ que havia se rebelado contra a CBF e nunca mais se recuperou.
Há também o famoso caso das “papeletas amarelas” do Campeonato Carioca de 1986 onde o Flamengo seria o beneficiado. Os jogos do Flamengo no campeonato estadual de 1986 criavam sempre muita polêmica: expulsões injustas de jogadores dos seus adversários, pênaltis duvidosos a favor do rubro-negro, gols em impedimento, etc etc. Com todas essas irregularidades somadas, o Flamengo acabou vencendo o campeonato mas não haviam provas que questionassem a legitimidade deste título, no entanto, meses depois surgem documentos na Federação de Futebol do Rio de Janeiro que justificariam o motivo de toda aquela desconfiança. Tais documentos eram as famosas papeletas amarelas, cujo conteúdo revelava um audacioso esquema de propinas, beneficiando árbitros que apitavam jogos do Flamengo. Não houve nenhuma punição. Entretanto o título de 86 é questionado até hoje pela sua notória ilegitimidade.
Não fiz um levantamento completo abrangendo todas as divisões porque sem dúvida alguma uma única página do blog não seria suficiente. Com isso, fica claro que todos os times de uma maneira ou de outra acabam tendo o rabo preso.
Recentemente, a CBF decidiu considerar os campeonatos nacionais de 1959 a 1970. O único título que ainda está nos tribunais é o de 1987. Lamentavelmente parece não ter fim.
Segue uma pequena lista de beneficiados:
Palmeiras – subiu em 1981, em um mesmo ano, da Taça de Prata (2ª Divisão da época) para a Taça de Ouro (1ª Divisão), após a disputa de duas fases na Taça de Prata;
Corinthians – idem, em 1982;
Guarani – idem, em 1983;
Botafogo-SP – idem, em 1983;
Santos – entrou convidado no Campeonato Brasileiro de 1983 que foi disputado por 40 clubes, já que no campo não obtivera classificação, pois foi o 9º colocado no Estadual de São Paulo (classificatório para o Brasileiro) em 1982
Vasco – entrou convidado no Campeonato Brasileiro de 1984, disputado por 40 clubes, já que no campo não obtivera classificação, pois foi 9º colocado (entre 12 times) no Estadual do Rio de Janeiro (classificatório para o Brasileiro) em 1983 e acabou vice-campeão brasileiro em 1984, perdendo o título para o Fluminense.
Botafogo-RJ – foi incluído na 2ª fase do Brasileiro de 1986 por mudança de regulamento no meio da competição;
Fluminense-RJ – Caiu em 96 mas disputou o Brasileiro de 97 na primeira divisão. Caiu novamente e não satisfeito com a mediocridade instalada na época, em 98 caiu para terceira divisão. Em 99 foi campeão da terceira divisão e subiu direto para a primeira em 2000, já que o campeonato de 99 tinham problemas.
Santos, de novo – foi penúltimo colocado (15º) no módulo verde de 1987 e mesmo assim participou do Brasileiro de 1988, pois não rebaixaram ninguém;
Corinthians, de novo – foi último colocado (16º) no módulo verde de 1987 e mesmo assim participou do Brasileiro de 1988;
Vitória-BA – recebeu de volta os cinco pontos que deveria ter perdido por escalar jogador irregularmente no Brasileiro de 1990, livrando-o do rebaixamento (sobrou pro São José);
Grêmio – Entrou como convidado no Brasileiro de 1984. Foi rebaixado em 1991 e não conseguiu a volta no campo, sendo resgatado em 1993 por manobra que inchou novamente o campeonato que já contava com 20 clubes. Outro clube beneficado com essa canetada foi Portuguesa.
Botafogo-RJ – foi penúltimo (31º) em 1993 e não foi rebaixado porque havia o grupo dos que não podiam ser rebaixados
Atlético-MG – foi último (32º) em 1993 e não foi rebaixado porque havia o grupo dos que não podiam ser rebaixados
Portanto, atenção: antes de tirar uma onda do seu amigo, procure saber sobre seu time para não pagar um mico por falta de informação.