29 de dez de 2014

Vídeo de "Long Live Rock and Roll" do Rainbow

"Long Live Rock and Roll" é uma música que foi lançada no álbum com o mesmo nome pelo Rainbow em 9 de Abril de 1978. Um dos discos mais importantes na história do rock sem qualquer sombra de dúvida.

Rainbow
Long Live Rock and Roll
Formação da banda nesse vídeo:
Ronnie James Dio - Vocal 
Ritchie Blackmore - Guitarra
Bob Daisley - Baixo
David Stone - Teclados 
Cozy Powell - Bateria



23 de dez de 2014

Denúncia: Ligações indesejadas através do número 019-97406-2994

Esse telefone é extremamente irritante: 019-97406-2994
Venho recebendo há cerca de 30 dias, ligações desse número. Foram 18 até o momento. Na maioria das vezes a ligação cai após 1 ou 2 segundos. Porém, em três oportunidades consegui falar com a pessoa que ligava e informaram que era da empresa Nextel. 
Nunca utilizei qualquer serviço da empresa Nextel e depois do que vem acontecendo nos últimos dias, só venho dizer que trata-se de uma empresa incompetente e que jamais utilizarei qualquer de seus serviços.
Quando atendo, o funcionário ou a funcionária chama uma pessoa de nome Luiz. Sempre digo que o meu número nunca pertenceu a qualquer outra pessoa e que não existe o tal de Luiz no número que a Nextel teima em ligar. Passei a avisar para apagarem do sistema deles o meu número para que eu não fosse incomodado novamente, o que não vem acontecendo.
A empresa vem provando que não tem competência para parar com esse tipo de ligação que deve incomodar não só a mim mas a diversas pessoas espalhadas pelo Brasil com seu marketing fajuto.
Infelizmente os aplicativos de celulares para bloqueios de chamadas indesejadas não funcionam 100% e com isso somos obrigados a conviver com esse tipo de empresa incompetente.
Cabe denunciar ou processar, o que já estou providenciando.

22 de dez de 2014

Elton John na União Soviética

Os mais jovens talvez estranhem o título dessa postagem. A pergunta seria: o que é União Soviética?
Bom, a rápida matéria que escrevo ilustrada com fotos e um vídeo é sobre a ida do músico Elton John em Maio de 1979 à União Soviética para realizar shows em Leningrado (atual São Petersburgo) e Moscou. Sir Reginald Kenneth Dwight, conhecido mundialmente como Elton John, foi um dos primeiríssimos artistas ocidentais a realizar shows na cortina de ferro.
Leia AQUI o que era a cortina de ferro.
Sua ida ao país durou dez dias e todos os shows foram realizados com enorme sucesso de público. Elton John realizou shows discretos como você pode assistir no vídeo logo após as fotos, porém, com enorme competência e satisfação de quem esteve presente.
Por ser um país fechado na época do comunismo, esse foi um feito histórico e ainda bem que está registrado.
É a música desbravando fronteiras ao longo dos tempos.

Seguem algumas fotos de Elton John na Rússia em 1979.
 








Assista abaixo a música "Your Song" sendo executada por Elton John em um dos shows dessa antológica visita na Russia em 1979.

 
 

11 de dez de 2014

Fluminense e Unimed: O fim do patrocínio

Flu-Unimed - 1999/2014
Em 10 de Dezembro de 2014 foi anunciado no site oficial do Fluminense F.C. o término do contrato de patrocínio com a Unimed, após 15 anos de parceria que iniciou oficialmente em 1999, ano que o Fluminense disputou a terceira divisão do campeonato brasileiro e se tornou campeão, num time que tinha como destaques o jovem talentoso Roger, Válber, Marcão e os atacantes Roni e Magno Alves. A segunda metade dos anos 90 foram momentos difíceis para o clube que sofreu três rebaixamentos consecutivos. Algo precisava ser feito naquela época e a parceria com a Unimed foi extremamente importante.
A patrocinadora contratou vários jogadores importantes durante esses 15 anos e ajudou o time a conquistar os seguintes títulos:
Campeão Carioca em 2002, 2005 e 2012.
Campeão da Copa do Brasil em 2007.
Campeão Brasileiro em 2010 e 2012.

Romário, Edmundo e Ramon. Três grandes nomes contratados com o apoio da patrocinadora em 2003

Em 2008, o Fluminense quase conquistou a Copa Libertadores da América, sendo vice-campeão.
No entanto, o pior momento da parceria aconteceu em 2013 quando o time despencou na disputa do campeonato brasileiro e foi rebaixado dentro de campo para a série B, porém, com o erro cometido pela Portuguesa naquele campeonato ao escalar um jogador de forma irregular, o time paulista perdeu o ponto conquistado na última rodada e mais 3 pontos como era previsto no regulamento. Com isso a Lusa caiu para a 17ª posição, foi rebaixada e o Fluminense permaneceu na Série A para 2014, tendo terminado esse campeonato na sexta colocação.

Dario Conca e Fred. Dois grandes ídolos da história do clube

A Unimed vem passando por uma crise financeira há algum tempo e com isso o patrocínio com o Fluminense já sofria várias especulações sobre um possível término, o que de fato aconteceu agora no final de 2014. A situação de vários jogadores sob contrato com a parceria Flu-Unimed ainda é indefinida e não se sabe o que de fato irá acontecer daqui para frente. No entanto, o Fluminense muito rapidamente já anunciou seu novo patrocinador, a Viton 44, empresa do ramo de bebidas. Sabe-se que o valor do patrocínio não será igual como da Unimed mas irá ajudar o clube com um investimento menor que da antiga parceira.
Os tempos de grandes jogadores contratados ficou para trás. Jogadores como Fred, Dario Conca, Romário, Edmundo, Ramón, Petcovic, Diego Cavallieri, Jean, Washington Coração de Leão, Emerson Sheik, Deco, Thiago Neves, Thiago Silva, Marcelo, Rafael Sobis, Wagner e tantos outros, já deixaram sua marca na história do time. A partir de agora o Fluminense irá investir pesado nas categorias de base, já que sempre foi um clube revelador de ótimos jogadores e a base que fica em Xerém é a prova disso.



Uma situação que fica bem evidente com esse rompimento, é que o Fluminense não se preparou adequadamente para a situação atual. As diretorias ao longo desses 15 anos se preocuparam sempre em montar bons times e praticamente esqueceram de dar apoio a reformas importantes no clube e no próprio estádio das Laranjeiras. A estrutura do elenco profissional deixa muito a desejar, sendo inclusive um dos motivos que o treinador campeão brasileiro em 2010, Muricy Ramalho, deixou o clube antes do término de seu contrato.
Em 2014 o Fluminense foi eliminado da Copa do Brasil em pleno Maracanã para o pequeno América de Natal pelo placar de 5x2. Outra derrota forte e comprometedora foi pelo Campeonato Brasileiro para a Chapecoense por 4x1, também no Maracanã, deixando o time praticamente fora da disputa de uma vaga para a Libertadores 2015.
Na verdade, a Unimed foi boa enquanto durou. Teve ótimos momentos de conquistas importantes mas também passou por turbulências.
O que será daqui para a frente? Vamos aguardar.
Saudações Tricolores.

"Grandes são os outros, o Fluminense é enorme"
Nelson Rodrigues

6 de dez de 2014

Apenas números. Apenas?

Curiosidades da Matemática:

1 x 8 + 1 = 9
12 x 8 + 2 = 98
123 x 8 + 3 = 987
1234 x 8 + 4 = 9876
12345 x 8 + 5 = 98765
123456 x 8 + 6 = 987654
1234567 x 8 + 7 = 9876543
12345678 x 8 + 8 = 98765432
123456789 x 8 + 9 = 987654321


1 x 9 + 2 = 11
12 x 9 + 3= 111
123 x 9 + 4 = 1111
1234 x 9 +5 = 11111
12345 x 9 +6 = 111111
123456 x 9 +7 = 1111111
1234567 x 9 + 8 = 11111111
12345678 x 9 + 9= 111111111
123456789 x 9 +10 = 1111111111
9 x 9 + 7 = 88
98 x 9 + 6 = 888
987 x 9 +5 = 8888
9876 x 9 +4 = 88888
98765 x 9 +3 = 888888
987654 x 9 +2 = 8888888
9876543 x 9 +1 = 88888888
98765432 x 9 +0 = 888888888

2 de dez de 2014

02.12.2014 - RIP Bobby Keys

O músico Bobby Keys faleceu hoje em sua casa na cidade de Franklin, Tennessee, ao lado da família conforme nota publicada em sua página oficial. Leia:
Early this morning our beloved husband, father, family member, and friend passed away peacefully at home in Franklin,TN. Bobby was surrounded by his family and loved ones. He will be greatly missed as he touched so many lives and made a lasting contribution to the American music scene. Bobby's horn may be silenced here on Earth, but the music he graciously shared will eternally live on. In lieu or flowers and gifts, the family asks that contributions be made to St Jude's Children Research Hospital and The Humane Society in his honor.

Bobby Keys trabalhava com os Rolling Stones desde a segunda metade dos anos 60 e era um músico extremamente talentoso e respeitado por todos os artistas. Há vários registros de seus trabalhos com Eric Clapton, Joe Cocker, George Harrison, Lynyrd Skynyrd, Warren Zevon, Leon Russell e entre tantos outros.
Bobby nasceu em 18 de Dezembro de 1943 em Slaton, Texas, USA.
A família Stones está de luto.

No vídeo abaixo, uma das músicas mais lindas dos Stones e um solo absurdamente fantástico de Mr. Bobby Keys, a partir de 3m e 20seg. 

30 de nov de 2014

Vídeos das Bandas Anarca e Primeiro Vício

Editei alguns vídeos com fotos e curtas filmagens de duas bandas que fiz parte. O Anarca na primeira metade dos anos 80 e o Primeiro Vício na primeira metade dos anos 90.
É só assistir abaixo:









24 de out de 2014

O humor perfeito da Família Trapo

A Família Trapo foi um programa humorístico realizado pela TV Record no período entre Março de 1967 e Julho de 1971 em pleno período da ditadura militar no país e considerado o primeiro Sitcom brasileiro. Todos os episódios eram gravados ao vivo no Teatro Record-Consolação em São Paulo e depois de um incêndio passariam para o Teatro Record-Av. Miruna e Teatro Paramout. Os textos eram recheados de histórias incríveis e o humor estava sempre em sua plenitude. As improvisações do elenco também eram constantes que era formado por  Ronald Golias, Otello Zeloni, Renata Fronzi, Jô Soares, Renato Corte Real e Cidinha Campos, e que realizava um humor inspirado na família Von Trapp do musical The Sound of Music (A Noviça Rebelde). Os autores do humorístico eram Carlos Alberto de Nóbrega e Jô Soares.
Me lembro quando criança de ficar super ligado na TV nos dias em que o seriado era apresentado e me divertia muito com todo aquele humor simples, inteligente e especialmente familiar. Infelizmente com o passar dos anos, esse estilo de humor foi sendo substituído e chegando aos dias atuais vemos uma mudança completa na maneira de se fazer um programa humorístico. Não vai aqui nenhuma crítica destrutiva mas atualmente o humor na televisão brasileira deixa muito a desejar. Não temos mais programas humorísticos inteligentes na TV brasileira. Saudades da Família Trapo.
Infelizmente as gravações em fitas dos episódios da série, foram destruídos após alguns incêndios que aconteceram na TV Record, restando apenas 3 episódios.
Abaixo, um dos episódios mais incríveis da série e sem qualquer sombra de dúvida um dos momentos marcantes na história da televisão: o episódio em que o rei do futebol, Pelé, participa. Assista o episódio completo.



17 de out de 2014

A invasão corintiana ao Rio de Janeiro em 1976

Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 1976.
Jogo semi-final do Campeonato Brasileiro entre Fluminense e Corínthians.
O que parecia impossível de acontecer, acontece. 60 mil torcedores do Corínthians invadem o Rio de Janeiro para assistir ao épico jogo de semi-final de seu time contra o todo poderoso Fluminense, a máquina tricolor de Rivelino e Cia.
Ninguém em sã consciência poderia imaginar o que estava para acontecer naquele domingo a não ser a própria torcida corintiana. O favoritismo era total da máquina tricolor e foi um domingo de chuva.
Mesmo assim, 146.043 pessoas estavam presentes no estádio.
O time do Fluminense escalado pelo técnico Didi era esse:
Renato; Rubens Galaxie, Carlos Alberto Torres, Edinho e Rodrigues Neto; Carlos Alberto Pintinho, Cleber e Rivelino: Gil, Doval e Dirceu.
O time do Corinthians escalado pelo técnico Duque era esse:
Tobias; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Givanildo, Russo e Neca; Waguinho, Geraldão e Romeu.
Tempo normal terminou empatado em 1x1.
Gols: Carlos Alberto Pintinho (Fluminense) aos 18 minutos do primeiro tempo e Russo (Corínthians) aos 29 minutos do segundo tempo.
Prorrogação 0x0 e o jogo foi para os penaltis. O Corinthians vence por 4x1 e vai para a final do Campeonato Brasileiro contra o Internacional. O Inter seria o campeão naquele ano.
O Corínthians não ganhava nenhum campeonato desde 1954 e isso só iria acontecer 23 anos depois com a conquista do campeonato paulista em 1977.
Em 17 de Outubro de 2014, o eterno e inesquecível Presidente tricolor na época, Dr. Francisco Horta, participou do programa Redação SporTV comandado pelo jornalista André Risek e acompanhado do jornalista Xico Sá.
O motivo dessa postagem é mostrar o relato do Dr. Horta e dos integrantes do programa que demonstra o quanto realmente o futebol está mudado para pior. Não só o Fluminense mas o Rio de Janeiro recebeu o Corínthians e seus torcedores de maneira digna e cordial. A declaração no vídeo abaixo mostra o quanto realmente esse jogo entrou para a história do futebol brasileiro como um dos momentos mais épicos e emocionantes. O vídeo abaixo é de pouco mais de 3 minutos e vale a pena conferir o depoimento sobre esse evento.




24 de jul de 2014

Estação Ferroviária de Americana, município de São Paulo.

Americana, município do Estado de São Paulo, possui uma Estação Ferroviária da linha tronco da Cia. Paulista e foi fundada em 27 de Agosto de 1875. Atualmente o local abriga a "Estação Cultural" da Secretaria de Cultura e Turismo do município. Na inauguração da Estação, presenças ilustres como Dom Pedro II e Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel.
Extremamente importante após a inauguração, ao longo do tempo o abandono só foi aumentando, chegando a desativação completa do transporte de passageiros em 1998 e voltando a dar os últimos suspiros em 1999.
Em 1995 houve a última reforma realizada pela Fepasa. Lamentavelmente, em 15 de Março de 2001 o transporte de passageiros foi totalmente desativado, restando apenas o transporte de cargas.
É desnecessário dizer que ao longo de décadas o transporte ferroviário no Brasil tem sido esquecido pelos governos. Muitas das estações espalhadas pelo Brasil tem servido de abrigo para mendigos, usuários de drogas e evidentemente a total degradação do patrimônio. Alguns municípios ainda se preocupam em preservar a história da ferrovia e costumam restaurar suas estações desativadas, formando centros culturais e com isso, de alguma forma a história fica registrada. Porém, o mais importante mesmo seria que o transporte ferroviário funcionasse ativamente.
Segue abaixo algumas fotos com as devidas legendas informativas. No final, um vídeo com um trem de cargas passando pela Estação no dia que eu estava fotografando o local.

Placa da Estação

Relógio da época preservado

Placa comemorativa no centenário da estação. 1975

Miniatura para crianças

Placa com o nome da empresa de engenheiros londrinos

Vagões de carga estacionados

Vagões de carga estacionados

Vídeo com vagões de carga passando por Americana


15 de jul de 2014

Uma Alemanha campeã mundial absoluta em 2014

Não há como negar que a Alemanha deitou e rolou no mundial do Brasil. Dentro e fora de campo, a seleção alemã esbanjou categoria, humildade e inteligência. Um grande time não se faz somente com bons jogadores. É preciso que esses jogadores estejam completamente envolvidos num só objetivo e que sejam pessoas inteligentes e politizadas. E foi justamente por isso que a Alemanha sobrou nesse mundial e conquistou o título. É Tetra-Campeã do Mundo (1954-1974-1990-2014).
A Alemanha estreou contra Portugal e aplicou uma goleada de 4x0. No segundo jogo a seleção se complicou um pouco. Abriu o placar contra Gana, levou a virada e depois conseguiu empatar. Final: 2x2. No último jogo da primeira fase, 1x0 nos Estados Unidos. Classificação garantida em primeiro lugar do grupo e vaga nas Oitavas de final contra a Seleção da Argélia. 0x0 nos 90 minutos e o jogo vai para a prorrogação. Alemanha vence a Argélia por 2x1 e se classifica para as Quartas de final. Jogando no Maracanã contra a França, os alemães vencem por 1x0 num dos jogos mais tensos e difíceis da Copa, mas garantindo a vaga na semifinal que foi contra a Seleção Brasileira, anfitriã e candidata ao título. Porém, o que se viu, foi uma Alemanha impecável, implacável e um Brasil completamente atordoado em campo. 7x1 foi o placar da sonora goleada alemã sobre o Brasil. Klose fez um dos gols e com isso passou a ser o maior artilheiro de todos os tempos em Copas do Mundo com 16 gols, ultrapassando o brasileiro Ronaldo que tinha feito 15 gols. 7x1, um resultado para não deixar dúvidas de que ali estava a seleção que iria ser a campeã mundial independente do adversário na final. Na outra semifinal, a Argentina de Messi passou pela Holanda e conquistou o direito de disputar o título contra a Alemanha. Uma final que seria repetida pela terceira vez na história dos mundiais (1986-1990-2014).
13 de Julho de 2014. O palco da final era o Maracanã. 74.738 espectadores. Como praticamente toda final de Copa do Mundo, um jogo difícil, truncado, muitas vezes tenso e com gols perdidos de ambas seleções. 0x0 nos 90 minutos e começa a prorrogação. Aos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação, o atacante Gotze que havia substituído Klose, faz o gol do título. Alemanha 1x0 Argentina.
O título está nas mãos certas, após anos de reestruturação dos clubes e da seleção da Alemanha. Projetos de revelação de jovens talentos com a obrigação de boa educação, saúde e alimentação.
Tudo o que falta no Brasil, sobra com qualidade na Alemanha.
Parabéns a Seleção Alemã que soube conquistar gloriosamente o título de Campeã Mundial de 2014.


13 de jul de 2014

Keith Richards é a cara do rock and roll e assim celebramos o 13 de Julho

Keith Richards - The Rolling Stones
Nesse mundão do rock e que hoje (13 de Julho) comemoramos numa data especial, temos inúmeros músicos que nos representam e eu poderia ficar aqui citando um a um. No entanto, seria uma tarefa árdua e com certeza deixaria de citar vários nomes super importantes na trajetória do rock e não quero cometer nenhuma injustiça com qualquer um deles.
Porém, se há alguém que representa o rock and roll de verdade, esse é Keith Richards.
Não é o melhor músico do planeta, mas é um Stone e isso por si só, já basta!


Long Live Keith Richards 
Long Live The Rolling Stones
Long Live Rock and Roll

O fracasso retumbante do futebol brasileiro na Copa 2014. E agora?

Ainda bem que acabou a Copa do Mundo 2014 para a Seleção Brasileira. Chegou a hora da reflexão e principalmente de mudanças gerais no comando do futebol porque ano após ano tudo só tem piorado. As mazelas e os erros estão sempre sendo jogados para baixo do tapete com algumas poucas vitórias medíocres. O que se viu nessa Copa realizada em nosso país, foi um time pessimamente treinado, sem comando, sem "família", sem comprometimento, sem vergonha na cara e principalmente sem futebol. Conquistamos a vaga na semi-final aos trancos e barrancos e levando em conta a tradição do único país penta-campeão do mundo. Mas o resultado negativo de 7x1 para a Alemanha, destruiu qualquer tradição. Para deixar as coisas um pouco piores, 3x0 para a Holanda e um 4º lugar digno de uma seleção que protagonizou o maior vexame de sua história. Sim, maior que a perda do título para o Uruguai em 1950 no jogo que ficou conhecido como "maracanaço" e da desclassificação na primeira fase na Copa de 1966 na Inglaterra. O Brasil se superou em todos os números negativos nessa Copa 2014.
Porém, é preciso lembrar que o futebol brasileiro vem acumulando fracassos nos últimos anos não só com a Seleção, mas com os clubes também. Vejamos:
O Internacional de Porto Alegre foi desclassificado na semi-final do Mundial de Clubes em 2010 pelo completamente desconhecido Mazembe do Congo por 2x0.
O Santos perdeu o título do Mundial de Clubes para o Barcelona com um sonoro 4x0 em 2011 e não satisfeito, apanhou do mesmo Barcelona por 8x0 num amistoso realizado em Agosto de 2013.
O Atlético-MG também fez a sua parte e foi desclassificado na semi-final do Mundial de Clubes em 2013, perdendo por 3x1 para o Raja Casablanca do Marrocos.
A Libertadores da América de 2014 começou com 6 clubes brasileiros. Atlético-PR, Atlético-MG, Flamengo, Grêmio, Botafogo e Cruzeiro. Nenhum deles chegou sequer as semi-finais.
No entanto, a Seleção Brasileira venceu a Copa das Confederações em 2013. É bom lembrar que havia vencido também em 2009. Mas o que adiantou conquistar um torneio que não vale absolutamente nada? 
Nitidamente alguma coisa está errada e muito errada por sinal. O torcedor brasileiro precisa colocar na cabeça que não somos mais o país do futebol. Estamos desestruturados, ultrapassados e agora humilhados.
É ridículo ficar cantando "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amoooooooooor" nos estádios o tempo inteiro, num enredo pior que novela da Globo e repetidamente em todos os jogos. Mais chato que isso, só mesmo os rojões que os idiotas teimam em soltar em dias de jogos ou as malditas vuvuzelas que ainda percorrem por aí. Tá tudo errado. 
José Maria Marin, Felipão, Parreira e seus comparsas, precisam deitar em berço esplêndido, esquecer que um dia fizeram parte do futebol e curtir a família. Aposentadoria já!
Como reformular um futebol fracassado num país fracassado? É difícil mas não impossível. Esse ano  as coisas andarão complicadas por um bom tempo ainda. Estamos próximos das eleições e não há como começar a mudar essa situação por enquanto. Sinceramente não sei onde vamos parar no meio de tanto vexame.
Porém, uma coisa é absolutamente certa: é preciso mudar.

11 de jul de 2014

Há dois anos Paul Breitner falou sobre o ex-melhor futebol do mundo

Assistindo ontem (10.07) ao programa Linha de Passe do Canal ESPN Brasil, que na minha modesta opinião é o melhor programa esportivo da televisão brasileira e que infelizmente nem todo mundo tem acesso por se tratar de um canal de tv por assinatura, evidentemente que um dos tópicos do programa ainda era a repercurssão negativa da desastrosa campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2014, culminando com a esmagadora derrota por 7x1 para a Seleção da Alemanha na semi-final da competição.
Para quem é muito jovem e não sabe, Paul Breitner foi um lateral esquerdo e as vezes volante que jogou na Seleção Alemã de 1971 a 1982 e se trata sem qualquer sombra de dúvida, de um dos maiores jogadores da história do futebol. Isso mesmo que você leu, um dos maiores jogadores da história do futebol. Em 2012, Paul Breitner esteve no Brasil e participou do programa Bola da Vez da ESPN Brasil. Deu declarações sobre como o futebol alemão estava se estabelecendo no cenário mundial depois de alguns fracassos, reestruturando todo o sistema. Evidente que ele falou sobre o Brasil também, dizendo que estávamos parados no tempo. Profeta Breitner? Não. Simplesmente um cara que enxerga o futebol com inteligência, ao contrário dos dirigentes e comissões técnicas da nossa Seleção Brasileira.
Vale a pena para você que está lendo, assistir ao vídeo sobre o que disse Paul Breitner em 2012, ressaltando, dois anos antes da tragédia da goleada por 7x1.
O vídeo tem aproximadamente 3 minutos com a parte onde ele fala sobre o que relatei no texto.





9 de jul de 2014

Entrevista com Regis Tadeu

Regis Tadeu
O programa Direto da Toca na Rádio Stay Rock Brazil rola toda Segunda-Feira as 14:00 Hs e é reprisado as 19:00 Hs. No dia 07.07.2014 realizei uma entrevista muito especial com Regis Tadeu. Regis é músico, crítico musical, colunista do Yahoo, possui dois programas na Rádio USP ( 93,7 ) e é jurado do programa Raul Gil no SBT. Além de ter sido companheiro de banda na primeira metade dos anos 80 no Anarca.
Na entrevista ele fala sobre sua carreira desde quando começou a gostar de música e comprou seu primeiro disco até os dias de hoje. Quem não conseguiu ouvir o programa no dia, estou disponibilizando aqui no Blog para audição.
Para ouvir, acesse: Direto da Toca 074 07 07 2014.mp3

5 de jul de 2014

Quatro gigantes para as finais da Copa do Mundo 2014

Brasil, Holanda, Argentina e Alemanha, são as quatro gigantes seleções classificadas para as semi-finais da Copa do Mundo 2014.
Com lances polêmicos, jogadas violentas com conivência da arbitragem, jogadas geniais de alguns dos grandes jogadores das quatro seleções e com o ressurgimento do Sobrenatural de Almeida - personagem de Nelson Rodrigues - a Copa do Mundo chega ao momento que realmente interessa para os amantes do futebol. Das quatro seleções, apenas a Holanda não possui nenhum título mundial, o que não a desqualifica como candidatíssima ao título. Pelo contrário, é a seleção que mostra o melhor futebol entre as quatro classificadas. Na verdade isso acaba não sendo muito importante nesse momento, porque muitas vezes a tradição acaba prevalecendo. Caso específico do Brasil.
Lamenta-se a perda de Neymar pelo Brasil e de Dí Maria pela Argentina, ambos por contusão.
A Copa do Mundo dentro de campo é um verdadeiro sucesso. Repito, dentro de campo. Porém, não quero ficar escrevendo sobre os problemas que o país vive nesse momento político tão conturbado.
O futebol dentro de campo está vencendo e tem todos os ingredientes possíveis, acrescidos de muito drama, para que Brasil x Alemanha e Holanda x Argentina, sejam jogos memoráveis.
Há de se louvar a Costa Rica. Brilhante campanha ao longo da Copa, eliminando na primeira fase dois gigantes do futebol mundial: Inglaterra e Itália. E não seria nenhum absurdo, fosse a Costa Rica vencedora na disputa de penaltis nas quartas-de-finais contra a Holanda.  
Serão semi-finais históricas e a decisão do mundial que ocorrerá no dia 13 de Julho de 2014 estará representada dignamente por duas seleções capazes de levar a taça.
E que assim seja.

1 de jul de 2014

Especial do Direto da Toca com o músico Rubens Gioia

Rubens Gioia
Direto da Toca, programa da Rádio Stay Rock Brazil que rola toda segunda-feira as 14:00 Hs e reprisa no mesmo dia as 19:00 Hs, realizou no dia 30.06 um especial com o guitarrista Rubens Gioia.
Rubens fez parte das bandas Santa Gang, A Chave do Sol, Patrulha do Espaço e Yankee. É considerado um dos grandes nomes do cenário roqueiro brasileiro e você pode conferir ouvindo o programa através desse link:
Direto da Toca 073 30 06 2014.mp3
Para quem não conseguiu acompanhar o programa no dia 30 de Junho de 2014, fica aqui disponibilizado através do blog.
Muita história de um dos grandes músicos desse nosso país. 

A Chave do Sol    


Patrulha do Espaço
Percy Weiss e Rubens Gioia

26 de jun de 2014

Brasil x Chile e a Fogueteira do Maracanã

No próximo sábado, 28 de Junho de 2014, as Seleções do Brasil e do Chile se enfrentam pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo. Esse jogo traz alguns ingredientes interessantes e que tem tudo para se transformar num dos melhores jogos dessa Copa. No entanto, há um jogo entre as duas seleções que entrou para a história de forma inusitada.
3 de Setembro de 1989. Maracanã. Brasil e Chile disputavam um jogo importantíssimo pelas Eliminatórias para o Copa do Mundo de 1990 e era considerado na época um jogo de alto risco. O Chile mantinha esperanças de classificação para a Copa e sabendo que tinha uma seleção inferior, estaria disposto a qualquer coisa para tumultuar a partida. O goleiro Roberto Rojas entrou em campo com uma pequena lâmina escondida em sua luva. Aos 24 minutos do segundo tempo, o Brasil vencia o jogo por 1x0 quando um sinalizador foi atirado para dentro do campo e caiu muito próximo do goleiro chileno. Era exatamente isso que Rojas procurava. Caiu no gramado sem que o sinalizador o tivesse atingido e se cortou com a lâmina que havia escondido em sua luva causando tumulto, revolta e a retirada da Seleção Chilena do gramado.
Resultado: comprovada a fraude e a própria confissão do goleiro, o Chile foi retirado de qualquer competição realizada pela FIFA até o ano de 1994. Roberto Rojas foi banido do futebol pela FIFA.
Rosinery Mello do Nascimento, autora do disparo do sinalizador, ficou conhecida como a "Fogueteira do Maracanã". Foi presa, depois liberada e ganhou seus cinco minutos de fama, tendo inclusive realizado um ensaio para a revista Playboy. Depois disso, o ostracismo.
Nesse próximo sábado não teremos a "fogueteira" no estádio. Faleceu aos 45 anos em Junho de 2011.
Abaixo, o vídeo da encenação chilena no Maracanã.

20 de jun de 2014

Entrevista com o músico Luiz Domingues

Luiz Domingues
 Tenho o prazer de ter convidado o músico Luiz Domingues para um bate-papo sobre sua carreira, iniciada em 1976.

Luiz é um dos grandes baixistas na história do rock brasileiro tendo feito parte de lendárias bandas como Patrulha do Espaço e A Chave do Sol.

Atualmente ele tem vários trabalhos em atividade. Entre eles com as bandas Pedra, Kim Kehl e Os Kurandeiros e Ciro Pessoa e Nú Descendo a Escada.

Você vai poder conferir tudo a partir de agora.



Luiz, é um prazer realizar essa entrevista contigo. Sem qualquer dúvida você é uma referência na história do rock brasileiro e te deixo a vontade para responder algumas perguntas nesse bate papo.

Resposta - Antes de mais nada, devo dizer que o prazer é todo meu, e lhe agradeço pela oportunidade de conversarmos, relembrando várias passagens que são comuns para nós dois, pois somos contemporâneos

1-Quando foi que surgiu a sua paixão pela música? O que te levou a querer se tornar um músico?

Resposta - Bem, é uma história longa. Para resumir, eu diria que o interesse veio de forma escalonada. Por volta de 1966, comecei a me ligar mais detidamente, já curtindo Beatles. Em 1967, os festivais de MPB da TV Record aguçaram muito esse interesse, e em 1968, já grudava o ouvido no radinho de pilha para curtir a programação da Rádio Excelsior de São Paulo ("A Máquina do Som"), e tornei-me fã de Otis Redding, The Mamas and The Papas, Jimi Hendrix, Mutantes e muitos outros. Entre 1969 e 1971, esse processo só foi crescendo e a partir de 1972, já estava com cabelos longos curtindo um monte de coisas bacanas do Rock, Black Music e MPB, principalmente. Mas só em 1974 começou a borbulhar uma ideia maluca na cabeça, de aprender a tocar um instrumento e mergulhar na música, não só como curtidor, mas como aspirante a atuar. Em 1975, isso tornou-se uma ideia mais incisiva e no ano de 1976, finalmente ingressei numa banda com pretensões de construir uma carreira "de verdade", apesar do caráter insípido de tal empreitada, em se considerando a falta de recursos e de qualidade artística e técnica de seus componentes, excetuando-se o então adolescente Laert "Sarrumor"(futuro líder do Língua de Trapo), que mesmo iniciante, já demonstrava grande potencial de criatividade.


2-A Chave do Sol é uma banda super consagrada no cenário roqueiro brasileiro. Inclusive possui um blog onde conta a história da banda. Como foram os primeiros ensaios, os primeiros shows...Teve até uma participação especial do Percy Weiss em algumas apresentações...Conta como foram os primeiros momentos da banda.

Resposta - Muita água passou por debaixo da ponte, antes que eu chegasse ao momento em que fundei A Chave do Sol com o Rubens Gióia e Zé Luis Dinola. Nesse ínterim, eu havia crescido como músico e adquirido uma razoável experiência desde os passos iniciais de 1976 e em 1982, finalmente me achava apto para atuar numa banda autoral com propósitos sérios.
O começo da banda foi muito estimulante para mim. Era a valorização de cada primeira conquista, que era forjada na raça e determinação da banda, focada em seu objetivo.

De fato, o primeiro vocalista da banda foi o Percy Weiss, mas como convidado especial. Ele fez apenas os dois primeiros shows, e dali em diante, seguimos a nossa trajetória, tendo momentos em que assumimos o formato Power Trio ou no quarteto, com a presença de vocalistas. Além do Percy, tivemos outros quatro vocalistas na história da banda, em momentos diferentes : Verônica Luhr, Chico Dias, Fran Alves e Beto Cruz.

A banda teve fases muito boas no decorrer de sua carreira, mas confesso que a fase que mais gosto, é a desses momentos iniciais, entre 1982-1983, pela união, foco, garra e vontade de vencer que tínhamos. Claro que após os discos, exposição midiática e shows importantes, a banda alcançou vitórias expressivas e tenho ótimas lembranças de tais momentos, mas o período inicial é muito especial para mim, particularmente.



3-A gravação do primeiro disco da banda. Conta como foram os bastidores desse momento e como foi chegar a gravação dos álbuns seguintes.

Resposta - A gravação do primeiro disco da Chave do Sol ocorreu em janeiro de 1984, no estúdio Mosh, em São Paulo, quando ainda ocupavam as dependências de um sobrado no bairro da Vila Pompeia, na zona oeste da cidade.

Não tínhamos muita experiência de estúdio nessa época. Eu havia gravado apenas uma faixa num disco de uma cantor de MPB, em 1980 e uma fita-demo do Língua de Trapo, até então. O Rubens havia gravado um compacto com a Santa Gang, banda que geralmente abria os shows do Made in Brazil entre 1979 e 1983 e o Zé Luis só havia gravado fitas demo com sua ex-banda (Contrabando, cujo guitarrista era o Tony Babalu, ex-Made in Brazil).

Mas tínhamos a nosso favor a precisão pelo esmero que tínhamos em ensaiar exaustivamente e o foco, que era total. Portanto, driblamos a inexperiência com tranquilidade, além do bom relacionamento que estabelecemos com o técnico do Mosh, um rapaz competente e solícito, que também se identificou conosco e muito nos ajudou nesse trabalho, chamado Robson T.S.

Já nos álbuns seguintes, foi muito mais tranquilo, com o amadurecimento da banda em todos os sentidos. 



4-Você acha que havia uma união legal das bandas nos anos 80? A soberba de alguns músicos como em toda profissão, sempre deixa um gosto amargo na história. Você teve esse tipo de problema?

Resposta - Esse negócio de união entre bandas sempre foi relativo. Toda tentativa de organizar associações ou cooperativas, sempre redundou em decepção. Participei de várias tentativas desse nível e a ajuda mesmo sempre deu certo quando foi espontânea, havendo amizade sincera. Aliás, é o curso da vida em sociedade, em qualquer segmento, pois tendemos a ser solidários mesmo é com os amigos mais próximos que nos cercam.

E como você bem observou, sempre tem um ou outro que pisa na bola por soberba, quando se enxerga numa situação melhor que seus pares. É também um microcosmo da sociedade e isso ocorre em qualquer segmento. Talvez no meio artístico, tenha uma amplificação, pelo forte teor de exaltação do ego, com a exposição e a fama inerente que isso traz.


5-Tivemos aqui no Brasil o Rock in Rio em 1985. Sem qualquer sombra de dúvida foi uma alavancada para colocar o país como uma obrigação de grandes turnes das super bandas de rock do mundo. As bandas brasileiras estavam também totalmente na ativa. Lira Paulistana, Praça do Rock, enfim...vários locais abriram as portas. Como você viu esse cenário nos anos 80?
Você tinha naquele tempo, noção de que se tornaria uma década super importante para a história do rock brazuca?

Resposta - Sem dúvida que a realização do Rock in Rio de 1985, foi fator preponderante para colocar o Brasil definitivamente no mapa do show business internacional, visto que anteriormente, artistas estrangeiros só vinham para cá sazonalmente e geralmente em momentos de baixa na carreira, salvo raras exceções.

A minha percepção pessoal da época, é que o festival foi muito importante, portanto, mas em âmbito nacional, a efervescência, do BR-Rock já estava consolidada há tempos.

A grosso modo, desde 1982 a mídia mainstream havia comprado a ideia do BR-Rock e muitas bandas já estavam no estrelato, inclusive atingindo o grande público, ultrapassando o nicho fechado do Rock,tornando-se verdadeiramente popular, coisa que não ocorria desde a Jovem Guarda, eu diria.

Só que tem um detalhe chato nessa realidade. A maioria das bandas que atingiram o mainstream, eram partidárias das correntes oriundas do Pós-Punk, portanto, seguindo os pilares da cartilha do Punk' 1977, não se preocupavam com a qualidade técnica de forma alguma. Então, salvo as raras exceções, a maioria que "chegou lá", era muito fraca tecnicamente e pior que isso, a formação de opinião nos anos oitenta em prol de tais valores niilistas, forjou a tendência das portas do mainstream ficarem abertas só para quem rezasse por tal cartilha.

Sim, a década de oitenta teve esse mérito de ter espaços para tocar, de forma mais democrática, devo reconhecer. Se o mundo mainstream era fechado para os outsiders que não compactuavam com a turma do Pós-Punk, ao menos havia espaço para sobreviver, atuando no underground. Aqui em SP, era louvável a existência de espaços como os Teatros Lira Paulistana, Mambembe, o circuito de teatros de bairro da prefeitura, as danceterias etc etc.

Agora, sendo bastante sincero, eu tinha (e tenho) muitas restrições à década de oitenta. Talvez o único aspecto positivo que reconheça, seja o da existência de muitos espaços para tocar, pois o patrulhamento ideológico em prol do niilismo, era massacrante. Chegava perto do fascismo, eu diria, sem medo de parecer exagerado. E é claro que eu abominava isso, já na época.


6-Luiz, passava pela sua cabeça que anos depois você se tornaria um dos ícones na história do rock brasileiro?

Resposta - Puxa, agradeço suas palavras super elogiosas., mas claro que não me considero dessa forma.

7-Com a saída do Rubens Gioia da banda, você continuou com nova formação e gravou um álbum como "The Key". Teve uma ótima repercussão mas não houve continuidade. Porque?

Resposta - A Chave do Sol teve um desgaste interno muito grande por conta de termos nos iludido com as promessas vazias de um escritório de empresários que nos amarrou com um contrato de valores acachapantes. Estávamos num grande momento na metade de 1986, flertando com um voo mais alto, perto do mainstream, mas graças aos nossos esforços acumulados de quatro anos de labuta. Quando percebemos que os tais empresários estavam apenas lucrando com os contatos que nós já tínhamos, como uma sanguessuga surfista, sem nada fazer para agregar ou amplificar o "momentum", era tarde demais. Com isso, perdemos o embalo e bateu um desânimo muito grande em 1987, com conflitos internos bobos que eram perfeitamente administráveis, ganhando proporção maior do que o devido, minando-nos.

O Zé Luis foi pressionado fortemente pela família a investir num curso universitário e abraçar uma carreira tradicional e resolveu deixar a banda. Tentamos continuar, mas o clima estava ruim e assim gravamos o terceiro álbum, tirando leite de pedra, sem recursos, com pouco apoio externo e o clima ruim entre nós três sobreviventes.

Mas no final do ano, com o disco já sendo lançado, ficou insustentável a situação, pois o Rubens não quis mais participar, mas tínhamos compromissos de shows e TV para cumprir, já agendados, fora a dívida acumulada pela produção do disco, que correu por nossa conta, e sem apoio, portanto, não havia outra saída a não ser reformular a banda e prosseguir, nem que fosse só para saldar as contas.

Hoje em dia, eu lamento muito que tudo isso tenha ocorrido. Jamais quis que a banda parasse, tampouco reformulá-la com um line-up totalmente diferente. Indo além, na época eu considerei como continuidade, apesar de termos sido obrigados a mudar de nome pois o Rubens que tinha o registro oficial em sua posse, não permitiu que continuássemos a usá-lo.

Isso foi muito doloroso para mim, mas vendo hoje em dia, acho que mesmo sendo forjado a forceps, delimitou que A Chave do Sol encerrara atividades e o que veio posteriormente, foi uma nova banda, ainda que identificada com a antiga, por laços artísticos.

O Beto Cruz teve um mérito extrordinário nesse processo pois liderou essa metamorfose. Confesso que estava exaurido em minhas forças e a ruptura com o Rubens havia minado a minha vontade de prosseguir, pois ficamos estremecidos dali em diante por muito tempo. Hoje estamos de bem, ainda bem e o amadurecimentos nos fez enxergar que ninguém traiu ninguém e jamais deveríamos ter parado, pela amizade e luta de tantos anos, mas simplesmente fomos vítimas das circunstâncias da época.

A despeito desse mérito incrível do Beto, que tomou toda a dianteira e reformulou a banda, eu nunca gostei do novo direcionamento que ela adotou posteriormente por conta da influência que os novos membros trouxeram. O som ficou calcado no virtuosismo extremado, com ranço de Heavy-Metal, e eu queria mais é voltar para as minhas raízes sessenta-setentistas.

Fui "empurrando com a barriga", gravei aquele álbum de 1989, mas não aguentei mais e pedi demissão.

Nada contra os novos membros, que são ótimos músicos e amigos legais, mas o direcionamento adotado nunca me agradou.


8-E a Patrulha do Espaço como entrou na sua vida? Tocar ao lado de uma verdadeira lenda do rock brasileiro, o batera Rolando Junior, é um prazer enorme. Como foram esses tempos na banda. Foram 5 anos de Patrulha?

Resposta - Eis aí outra história longa...bem, aqui preciso exercer o poder da síntese, portanto, digo que após minha saída da Chave/The Key (a dissidência da Chave do Sol), fiquei entre 1990 e 1991 sem uma banda autoral oficial e emendei inúmeros trabalhos efêmeros, projetos que não vingaram etc. Até que no início de 1992, recebi o convite do vocalista/guitarrista Chris Skepis para fazer parte de uma nova banda chamada Pitbulls on Crack, com proposta sonora e estética totalmente diferente de tudo o que fizera anteriormente na vida. Topei participar como um desafio pessoal e por lá fiquei até 1997, gerando um monte de histórias legais e com momentos até significativos, com exposição midiática, inclusive. Todavia, chegou um momento em que também me desgastei com a proposta (jamais com as pessoas, quer são meus amigos até hoje) e saí. E esse é o ponto inicial da Patrulha, embora na prática, a "nova" Patrulha só tenha se reunido para valer em 1999.

Isso porque eu resolvi montar uma banda 100% calcada na estética 60/70, sem concessões e/ou preocupações com a mídia, show business, mercado etc etc. O objetivo era fazer o som que curtia, voltando para 1968 e resgatando o molequinho que gostava dos Beatles, Hendrix e Rolling Stones. Para essa empreitada com ares de "Haraquiri mercadológico", coloquei dois garotos imberbes e inexperientes, mas com um talento nato absurdo, que havia conhecido na minha sala de aulas (dei aulas de baixo entre 1987 e 1999), durante os anos noventa, chamados : Rodrigo Hid e Marcello Schevano. Era como se eu fosse um olheiro de futebol e descobrira num campinho, dois moleques, um chamado Neymar e o outro, Ronaldinho Gaúcho...

Mais que o talento nato de serem multiinstrumentistas, cantores, arranjadores e compositores, apesar da pouca idade e do anacronismo natural, eram doidos pela estética dos anos 60 e 70, sem que eu precisa-se "doutrina-los"...

Com essa dupla e a presença do meu velho amigo José Luiz Dinola, passamos o fim de 1997 e o ano de 1998 inteiro ensaiando e compondo o material dessa banda que fora batizada como "Sidharta".

Mas no início de 1999, o Zé Luis sentiu-se desconfortável pelo nosso radicalismo em soar retrô e não conseguindo nos demover dessa determinação em prol de ideias modernosas que queria introduzir, resolveu deixar a banda, infelizmente.

Sem baterista, mas com 21 músicas prontas e arranjadas na bagagem, fizemos uma lista de possíveis bateristas que se encaixariam nesse espírito retrô que queríamos. Claro que não haviam muitas opções nesse nicho assim fechado num ideal. Aí demos uma tacada ousada, convidando o Rolando Castello Junior.

Ele adorou o material e impressionou-se com a versatilidade e qualidade dos garotos, mas deu a sua "contratacada", nos demovendo da ideia de iniciar o trabalho como "Sidharta", uma banda zero KM, sem contatos, sem apoio e sem dinheiro. Como Patrulha do Espaço, já sairíamos com um nome de prestígio em mãos e seria mais fácil do que arrancar da estaca zero.

Dessa forma, trouxemos o material do Sidharta para a banda, ensaiamos os seus clássicos e  assim colocamos a nave de volta no ar, com sangue novo. E o legal, é que o Junior embarcou no ideal e fez com que a Patrulha resgatasse suas próprias raízes setentistas, inclusive voltando a tocar músicas da época do Arnaldo, visto que Rodrigo e Marcello eram ambos tecladistas, também. 

Foi um momento mágico para todos, portanto, e na minha autobio, conto com detalhes, pois propiciou um sem número de histórias. Aliás, fica o convite para ler a narrativa, no meu Blog 2, ou na comunidade Luiz Domingues do Orkut, que uso como plataforma de rascunho. Daqui há pouco, falo sobre os Blogs, seguindo as suas perguntas, Kusdra.



9-Voltando um pouco para os anos 70, o cenário do rock brasileiro era difícil principalmente na luta contra a Ditadura Militar que estava instalada no país. Mas bandas como Made in Brazil, Patrulha do Espaço, O Terço, Mutantes, Rita Lee & Tutti Frutti, Raul Seixas, enfim, um monte de gente competente, tinham expectativas de que tudo ia mudar para melhor.
Como você enxerga esse período na história do rock brasileiro?

Resposta - São vários aspectos em relação à essa período. Pelo ponto de vista artístico, o nível do Rock brasileiro, era o mais alto possível, com todas essas bandas que você citou e mais outras tantas. Havia o fato de que as coisas chegavam com atraso no Brasil e portanto, em 1970 é que o Flower Power chegou por aqui, explodindo em 72, 73...

Essa atmosfera de desbunde hippie contaminou positivamente também a MPB e não resta dúvida de que a efervescência foi enorme, criativa e de alto nível artístico.

E como um mérito a mais, em plena ditadura de extrema direita, ou seja, com toda a repressão possível e perseguindo a arte livre com censura e pressões de toda sorte.

Apesar desse quadro tétrico da repressão, foi um momento de grande euforia por parte dos hippies, freaks & Rockers tupiniquins, do qual guardo lembranças maravilhosas.


10-Você possui dois blogs e aborda diversos assuntos. Eu acho isso muito legal porque os fãs gostam de saber o que pensa o músico sobre cultura, política, religião, futebol, enfim, as coisas que estão em volta de todos.
Qual foi a sua idéia em criar os blogs e abordar vários assuntos?

Resposta - Eu sempre gostei de escrever, desde a infância. Se a música e o Rock em específico, não tivessem me atropelado, eu certamente teria enveredado para o jornalismo e viveria feliz, escrevendo crônicas para o resto da vida.

Em 2011, recebi o convite de um blogueiro para enviar-lhe textos, como colaborador e a repercussão foi muito boa, bem acima do que eu esperava e isso animou-me a prosseguir. Tornei-me colunista quinzenal do Blog do Juma, e dali em diante, outros convites foram surgindo. Ainda em 2011, eu estava escrevendo para sete ou oito blogs e daí o próprio Juma deu-me um impulso, criando o meu Blog 1 em 2012, entregando-me pronto. Assim que aprendi a editar e publicar meus textos, passei a arquivar toda a minha produção escrita em outros Blogs, ali e também passei a publicar textos inéditos.

Mas não abri mão de ser colaborador de outros Blogs. Sou ainda colunista do Blog Planet Polêmica, Site/Blog Orra Meu e do Blog Limonada Hippie, fora colaborações sazonais em outros Blogs e na revista Cinema Paradiso, especializada em cinema.

Atualmente também tornei-me colunista da Revista Gatos & Alfaces, esta uma publicação impressa, tradicional.

No caso do meu Blog 2, a proposta é a de convidar outros escritores e assim, hoje em dia tenho quatro colunistas fixos que publicam geralmente crônicas e estou publicando os capítulos da minha autobiografia, divididos por cada banda onde atuei e numerados, logicamente, para o leitor não se perder.

Esse é um ponto importante a se destacar : eu quase nunca falo de música, que é o assunto que mais esperariam que eu falasse. Gosto imensamente de cinema, política, ciências sociais, ambientalismo, futebol, literatura, artes plásticas, história...enfim, é sobre tudo isso que escrevo e evito a obviedade da música.

Mas, tenho aumentado a carga nesse tema, desde quando comecei a destacar artistas com pouca projeção que tem me encantado pela qualidade artística. Além de dar minha humilde contribuição para difundi-los, tenho o prazer pessoal de falar de música, mas fugindo dos clichês que esperariam que eu enfocasse pelo fato de ser músico.

Peço licença ao Kusdra e deixo aqui os endereços citados :

Blog do Luiz Domingues :

http://luiz-domingues.blogspot.com.br/

Blog do Luiz Domingues 2 :

http://blogdoluizdomingues2.blogspot.com.br/

Comunidade Luiz Domingues - Orkut :

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=14081928




11-Atualmente você faz parte de duas bandas: Pedra e Kim Kehl & Os Kurandeiros. Kim Kehl é um super guitarrista, gente boa pra caramba e que tem uma larga história no rock também. A Banda Pedra, te confesso, acho simplesmente fantástica.
Vejo várias publicações nas redes sociais sobre a banda e a sonoridade é maravilhosa. Espero um dia ter a oportunidade de assistir um show da banda, mesmo estando um pouco longe dos grandes centros. Mas enfim, conta como surgiu a formação da banda e qual o projeto para o futuro?

Resposta - O Pedra surgiu no final de 2004, num momento em que eu havia deixado a Patrulha do Espaço e estava sem muito gás para iniciar um trabalho novo. Mas a proposta do guitarrista Xando Zupo soou-me alvissareira, no sentido de que não se tratava de uma banda de Hard-rock tradicional que ele estava montando, mas a ideia era ter um leque muito mais aberto, abrangendo a MPB e a Black Music num primeiro momento e no decorrer do trabalho, o Folk também se amalgamou ao trabalho, por influência do Rodrigo Hid que tem bastante conhecimento no assunto, e nós também curtimos, é claro.

A banda tem uma sonoridade muito legal e soa setentista, embora não seja uma condição sine qua non, como era no projeto Sidharta, como enfoquei anteriormente.

Em 2011, a falta de espaço e oportunidades minou as nossas forças, e a banda encerrou atividades, aliás contra a minha vontade, numa eleição com placar 3 x 1 para os adeptos da ideia de terminar a história.

Nesse ínterim, recebi o convite do guitarrista Kim Kehl e entrei nos Kurandeiros, sua banda, mas com o objetivo de abarcar um segundo trabalho em paralelo, quando eu e ele, Kim, faríamos parte da banda de apoio do Ciro Pessoa, denominada "Nu Descendo a Escada".

Em 2012, os membros do Pedra que votaram no seu final, chamaram-me para uma reunião e em princípio, achei que queriam terminar a gravação do terceiro álbum, interrompido pelo fim prematuro da banda ou algum show sazonal que aparecera. Mas a proposta revelou-se uma volta, e com o passar do tempo emendamos uma série de shows bacanas e pelo fato de terem surgido várias músicas novas, iniciamos a gravação do terceiro álbum, enfim, com canções novinhas se juntando às engavetadas da safra anterior.

Então, o Pedra voltou, mas não havia cabimento em deixar os Kurandeiros, pois estava/estou feliz nessa casa, super entrosado com o Kim e o baterista Carlinhos Machado e assim acumulei essa banda.

Mas também acumulei o trabalho do Ciro, cujo teor eu gosto muito, pois ao contrário de seus trabalhos pregressos envolvidos na estética do Pós-Punk (o Ciro foi membro fundador dos Titãs e do Cabine C), o trabalho solo dele é 100% psicodelia sessentista, via Pink Floyd fase Syd Barrett, Mutantes, Beatles e outros similares e nas letras, o surrealismo de Salvador Dali e Andre Breton, são influências nítidas.

Nessa loucura total, é claro que eu adoro fazer parte e me sinto tocando no Fillmore West em 1967, portanto, é um prazer enorme para mim.

Considerando que os Kurandeiros formam a base de apoio do Nu Descendo a Escada, existe também um terceiro desdobramento, visto que os Kurandeiros, acrescidos do tecladista Alexandre Rioli, tocam toda quarta no Magnólia Villa Bar, sob o nome de "Magnólia Blues Band" e a cada semana, um convidado especial da cena do Blues brasileiro se junta a nós para uma jam.

Resumindo, tenho quatro bandas na atualidade, tipo de situação que não é a ideal a meu ver, visto que o certo é ter um trabalho só, mas na atual circunstância onde me afeiçoei à todos esses trabalhos, sigo com todas e rezando para não haver grandes conflitos de agenda...


12-Como você vê o cenário do rock brasileiro atualmente?

Resposta -  Atualmente o cenário do Rock está o pior possível. Quem está na ativa, está lutando com muitas dificuldades pois a subcultura dominou todos os espaços do mainstream, empurrando artistas consagrados para o patamar médio e como resultado disso, os pequenos do underground estão lutando no subsolo do subsolo.

Sou um otimista por natureza e acredito que esse lixo incrível que dominou a difusão cultural de forma avassaladora, vai arrefecer suas forças em algum momento ou algum marketeiro vai querer reciclar e mudar a onda da formação de opinião, mudando radicalmente. Voltaríamos assim a viver num mundo cartesiano onde o lixo é lixo e o luxo é luxo, só para variar um pouco...


13-Luiz, qual o disco da sua vida? Aquele que você acha o mais importante na história? Difícil não é? rsrs.

Resposta - Caramba, Kusdra !! Isso é completamente impossível de se resumir num disco só.
Reformule a pergunta para 100 discos e eu te respondo...
Poderia citar qualquer disco dos Beatles, mas poderia ser The Who, Stones, Hendrix, Zeppelin...


14-Eu sei que é difícil ou quase impossível, mas cite 3 bandas nacionais e 3 estrangeiras que você considera como as melhores em todos os tempos.

Resposta - Impossível também !! Mas para não deixar sem uma resposta satisfatória, eu poderia citar três exemplos do Rock brasileiro : Som Nosso de Cada Dia ; Mutantes e Rita Lee & Tutti-Frutti. No internacional, vou forçar a barra e citar os quatro cavaleiros do "Rockalipse" : Beatles, Stones, Who e Zeppelin.


15-Comente um pouco sobre a importância das redes sociais hoje em dia na divulgação do trabalho do músico.

Resposta - Creio que é a única arma que temos hoje em dia para qualquer tipo de divulgação, todavia, tem o aspecto contra, que é a pulverização total. Para atrair atenção, é quase tão difícil quanto ganhar a Mega Sena acumulada, na análise combinatória pura e simples.


16-Estamos em Junho de 2014, perto das eleições e o cenário político brasileiro é de total desordem.
Como é possível mudar tudo isso? Você acha que somente nas urnas isso é possível?

Resposta - Democracia se exercita com tentativa e erro. Faz parte do sistema, esse longo período de amadurecimento. Alternância de poder é salutar e faz bem para a saúde administrativa do país, mas o povo ainda reage como torcedor de futebol, polarizando as discussões de forma cega, baseada em paixões ideológicas e não analisando critérios técnicos.

A manipulação da opinião pública nunca foi tão violenta como nos dias atuais e as redes sociais infestadas de pequenos Goebbels postando mentiras de lado a lado, o dia inteiro.

Gostaria muito que o Brasil apostasse numa terceira via, uma novidade. A despeito dos escândalos de corrupção e erros administrativos cometidos pelo PT, não acho de forma alguma que a solução seja reconduzir o PSDB/DEM ao poder.

A alternância no poder estadual também seria muito salutar, após cinco mandatos consecutivos dos tucanos com seus resultados pífios e portanto inadmissíveis em se considerando que estão há 20 anos no poder e contam com um orçamento bilionário, maior que a maioria dos países do planeta.


17-Agora não é bem uma pergunta e sim um espaço para que você fale sobre algo que não perguntei e que você gostaria de deixar registrado. O espaço é seu.

Resposta - Bem, reforço o convite para ouvirem o trabalho das minhas bandas e visitem meus Blogs, deixando comentários nos vários textos que ali se encontram disponíveis.

18-Luiz, foi um enorme prazer realizar esse bate-papo contigo. O Blog Disciplina Frustrada e a Rádio Stay Rock Brazil, ficam agradecidos de ceder esse espaço para você que é um dos grandes nomes na história do rock brasileiro.
Por favor informe os links onde a galera pode encontrar você e seus trabalhos.

Resposta - Muito obrigado pela força. Fiquei imensamente feliz em conceder uma entrevista tão detalhada, com uma atenção rara.

Conheçam o trabalho do Pedra, vendo o Blog Letras Miúdas da nossa banda :

http://www.pedraonline.com.br/

O trabalho do Kim Kehl você acompanha aqui :

http://www.reverbnation.com/kimkehloskurandeiros

E o Ciro Pessoa & Nu Descendo A Escada :

http://www.reverbnation.com/artist/artist_songs/579876

Todas as bandas tem páginas no Facebook, comunidades no Orkut e representação em outras redes sociais.

Um abraço ao William Kusdra, amigos da Stay Rock e Blog Disciplina Frustrada !! 


Termino a publicação da entrevista que realizei com o Luiz agradecendo imensamente o tempo que ele precisou disponibilizar para o Blog e para a Rádio Stay Rock Brazil, mas com a certeza de que valeu a pena o registro sobre o grande trabalho realizado por ele ao longo de sua brilhante carreira e evidentemente o que ainda está por vir.
Um grande abraço a todos.

13 de jun de 2014

Começou a Copa do Mundo 2014

O "penalti" no Fred - Foto: ESPN 
Não há como fugir de escrever um pouco sobre o maior evento esportivo do futebol que começou dentro de campo com a vitória da Seleção Brasileira por 3x1 na Seleção da Croácia.
12 de Junho de 2014. Um dia bonito e ensolarado em São Paulo. O local de abertura é o Estádio Itaquerão, na Zona Leste da capital paulista.
Uma seleção visivelmente nervosa ao entrar em campo e se agravando nos primeiros 20 minutos de jogo. O nervosismo e a ansiedade estavam estampados no rosto da maioria dos jogadores, culminando com o gol contra de Marcelo. Depois as coisas foram se equilibrando e os jogadores brasileiros passaram a encarar com mais tranquilidade a partida. Oscar foi um monstro em campo. Neymar fez a sua parte. Fred pode ser contratado pela Rede Globo como ator e os dois laterais são problemas que Felipão precisa corrigir. As avenidas Daniel Alves e Marcelo, são verdadeiros convites aos contra-ataques dos adversários. Neymar empatou o jogo com um chute de fora da área ainda no primeiro tempo, que terminou em 1x1. Começa o segundo tempo e a Croácia continua mostrando ser uma ótima seleção e jogando bem contra o Brasil. Mas com um penalti inventado pelo péssimo árbitro O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,a-lua-cheia-a-bola-meio-murcha-e-o-juiz-amigo,1510964O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,a-lua-cheia-a-bola-meio-murcha-e-o-juiz-amigo,1510964O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,a-lua-cheia-a-bola-meio-murcha-e-o-juiz-amigo,1510964Yuishi Nishimura - o mesmo que apitou Holanda 2x1 Brasil na Copa de 2010 - o Brasil virou o jogo e nos acréscimos fez o terceiro gol. 2 gols de Neymar e 1 de Oscar.
Vitória justa? Sim, mesmo com o nervosismo e a horrorosa arbitragem.
Faltou energia. Um apagão de 20% na iluminação do estádio por aproximadamente 8 minutos, poderia ter comprometido o jogo de abertura.
Está muito claro e evidente que as arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo estão com problemas e esperamos que nada de mais grave aconteça daqui para frente. Mas o alerta foi dado.
A abertura foi fraca. A apresentação musical foi de um mau gosto absurdo. Enfim, um verdadeiro show de horrores.
A torcida claramente elitizada. Grande parte das pessoas que estavam nas arquibancadas, não entendiam absolutamente nada de futebol e estavam ali somente para as fotos em redes sociais. "Olha eu aqui".
Mas o pior estava por vir no fim do jogo. Independente de qualquer situação política que o país está vivendo, xingar Dilma Rousseff com sonoros "Ei, Dilma, vai tomar no...." pouco antes do final da partida, é a prova de um povo mal educado. Nota ZERO pelo patético "protesto".
Ganhando ou perdendo a Copa, não sabemos o que irá acontecer politicamente no país. É um ano complicadíssimo que estamos vivendo e precisamos torcer de verdade para que possamos ter mais tranquilidade e bom senso na decisão do futuro do Brasil.  

6 de jun de 2014

Especial com a Banda Salário Mínimo

O programa Direto da Toca da Rádio Stay Rock Brazil realizou no dia 02.06.2014 um especial com a banda de rock Salário Mínimo. Quem não conseguiu acompanhar o programa no dia, pode agora através aqui do blog ouvir na íntegra. Muita música da banda e uma entrevista com o guitarrista Junior Muzilli, contando toda a trajetória da banda que está na ativa há mais de 30 anos.
Ouça agora através do link:
Direto da Toca 070 02 06 2014.mp3

Segue abaixo, o novo single da banda lançado em 05.06.2014.

2 de jun de 2014

Super Peso Brasil

Conheça todo o projeto para o lançamento em DVD/CD  do encontro de 5 bandas de rock brasileiras que ocorreu no dia 09 de Novembro de 2013 no Carioca Club em São Paulo.
As bandas Salário Mínimo, Centurias, Stress, Metalmorphose e Taurus, realizaram num só dia o Projeto Super Peso Brasil.
Link direto com as explicações de como ajudar no projeto AQUI 
Segue abaixo todos os links oficiais do evento:
Projeto SUPER PESO BRASIL – o projeto SUPER PESO BRASIL consiste no levantamento de dinheiro, através do financiamento coletivo (www.catarse.me), para viabilizar o lançamento do digipack com CD/DVD do SUPER PESO BRASIL.
https://www.facebook.com/superpesobrasil
https://www.facebook.com/bandastress
https://www.facebook.com/Metalmorphose
https://www.facebook.com/bandasalariominimo
https://www.facebook.com/centuriasheavymetal
https://www.facebook.com/TaurusThrashMetal


27 de mai de 2014

Made in Brazil é Rock de Verdade

Oswaldo e Celso Vecchione clicados por Clarissa Lambert
Se você está interessado na história do rock brasileiro, coloque na sua cabeça que uma das coisas fundamentais é conhecer o trabalho da banda Made in Brazil. Formada em 1967 no bairro da Pompéia em São Paulo, pelos irmãos Oswaldo Vecchione e Celso "Kim" Vecchione, a banda está há mais de 40 anos na ativa. Gravaram seu primeiro álbum em 1974 e já fiz aqui no blog um texto sobre isso. LEIA AQUI
Atualmente está sendo produzido um Filme/Documentário sobre a história da banda e em breve será lançado. Esse ano o Made in Brazil já está ensaiando a tour de comemoração dos 40 anos de lançamento do primeiro álbum.
Veja um teaser do filme que além dos depoimentos dos irmãos Vecchione, verdadeiras lendas vivas do rock brasileiro, conta com outras grandes feras comentando sobre o que é o Made in Brazil, como Pepeu Gomes, Frejat (Barão Vermelho) e Paulo Miklos (Titãs), entre outros.



A música "Rock de Verdade" foi gravada no álbum com o mesmo nome em 2008. Veja o vídeo.



Segue agora os links diretos para você acompanhar a trajetória da banda ao longo das últimas quatro décadas, através do site oficial e na rede social Facebook. Você encontra vídeos, notícias, novidades, enfim, tudo sobre o Made in Brazil. Vale a pena conferir essa história.

Site oficial:
http://www.bandamadeinbrazil.com.br/

Página oficial da banda no Facebook:
https://www.facebook.com/madeinbrazilbanda

Link para o grupo oficial da banda no Facebook:
https://www.facebook.com/groups/589773574400477/

Página oficial do Celso Vecchione no Facebook:
https://www.facebook.com/pages/Celso-Kim-Vecchione/1411962702413976

Página oficial do Oswaldo Vecchione no Facebook:
https://www.facebook.com/oswaldovecchione

Página oficial do Filme/Documentário do Made in Brazil no Facebook:
https://www.facebook.com/DocumentarioMadeinBrazil

"Essa é uma banda Made in Brazil...só pra tocar rock and roll"
Long Live Made in Brazil


22 de mai de 2014

A História das Ferrovias no Brasil

Abro espaço aqui no blog para um livro que é uma obra indispensável para quem gosta da história das ferrovias brasileiras, tão abandonadas ao longo das últimas décadas.
Tem muita história e muitas fotos.
Não sou especialista no assunto. Apenas um apreciador dessa história fantástica mas que deprime ao encarar a situação em que se encontra a malha ferroviária no país ultimamente.
O livro foi realizado por João Emilio Gerodetti e Carlos Canejo.
Segue abaixo algumas fotos de um exemplar do livro. 









21 de mai de 2014

O caos no trânsito é culpa de quem?

Andar de carro nas grandes cidades do país tem sido uma tarefa dificílima.
As pessoas andam estressadas, cansadas, preocupadas e isso tudo reflete no trânsito. Motoristas de carros, ônibus e caminhões já não se respeitam e quando chega a vez dos motoqueiros, aí a situação só complica. Há uma disputa por espaço que um olhar é capaz de causar uma briga sem precedentes. As pessoas estão considerando seus veículos como uma extensão do próprio corpo. Não! Não é! E você também não é o dono do trânsito! Não existe mais respeito. Ninguém se entende e salve-se quem puder.
Como chegamos a tal situação? Reflita.
Várias cidades pequenas, também já estão passando por isso.
É um assunto complicadíssimo e não existe solução a curto prazo. Esse caos já vem sendo construído ao longo de décadas.
Porém, uma coisa é absolutamente certa: as regras de trânsito foram criadas para serem cumpridas. É o mínimo que você pode fazer para tentar melhorar o problema.
Assista ao desenho do Pateta que compartilho aqui no blog, logo abaixo do texto, realizado em 1950. Sacou? 1950, e veja se você não é parte de problema.

17 de mai de 2014

Separe o joio do trigo no seu blog

Criar um blog nos últimos anos tem sido uma das tarefas mais fáceis na internet. Você escolhe a plataforma adequada ao seu estilo, um título e pronto. É gratuito e você mesmo monta o seu layout que as principais plataformas te oferecem. Feito isso, o próximo passo é escolher um assunto específico para escrever, compartilhar com a blogsfera ou até mesmo variados assuntos, que na minha opinião é o correto.
Tudo vai indo muito bem e você fica feliz em poder compartilhar com o mundo - sim, é com o mundo - o que quer registrar. Seja um comentário, um poema, uma música, uma história, fotografias, matérias jornalísticas e tantos outros assuntos que pronto, você está interagindo com o mundo.
Divulgar entre os amigos é fundamental e a partir daí se as pessoas se interessarem naquilo que você escreve, o caminho para o prazer está aberto. Divulgue nas redes sociais e faça novos amigos que na maioria esmagadora das vezes são apenas virtuais.
Tudo bem? Feliz e cheio de esperança nessa nova vida. Porém, você não contava com os aproveitadores e hipócritas de plantão? Pois é. Eles existem e não são poucos.
Na maior parte dos comentários que você acaba recebendo em seu blog, escrevem: "Olá, tudo bem? Adorei seu texto. Passa no meu blog também. Abraço". A pessoa coloca o link do blog e pronto, acha que interagiu.
Não passa de papo furado. Não leu seu texto e só está interessado mesmo é em divulgar o blog dele através da troca de favores. Como um ato político, eu te ajudo mas você tem que ajudar também.
No começo você acha legal e acaba fazendo o mesmo. Mas com o tempo, fica fácil perceber quais são as pessoas que realmente estão interessadas e gostam do que você escreve.
O entusiasmo com o blog é tão grande, que muitas vezes os fanáticos o chamam de "meu filho".
Quando a ficha cai, você começa a ficar de saco cheio. Mas para isso não precisa deletar seu blog. Esse erro eu cometi em 2011 quando deletei meu blog "Toca do William", onde cheguei a ter por volta de 1.500 seguidores. Hoje isso não me interessa mais. Criei o "Disciplina Frustrada" e sem nenhuma obrigação de escrever pontualmente todos os dias. Faço quando tenho vontade.
Um amigo me disse: "cara, se você conseguir atingir positivamente uma só pessoa que se seja, seu trabalho já está realizado". Essa é a mais pura verdade. 
Evidentemente o que escrevi nesse texto, não é uma verdade absoluta. Longe disso.
Escrever no seu blog é ótimo. Só não deixe se tornar um vício tal qual uma droga lícita ou ilícita, onde você fica completamente dependente e aí só estarão ao seu lado os hipócritas plantonistas.
Pense nisso e seja feliz.
Um salve para os blogueiros inteligentes.