24 de out de 2014

O humor perfeito da Família Trapo

A Família Trapo foi um programa humorístico realizado pela TV Record no período entre Março de 1967 e Julho de 1971 em pleno período da ditadura militar no país e considerado o primeiro Sitcom brasileiro. Todos os episódios eram gravados ao vivo no Teatro Record-Consolação em São Paulo e depois de um incêndio passariam para o Teatro Record-Av. Miruna e Teatro Paramout. Os textos eram recheados de histórias incríveis e o humor estava sempre em sua plenitude. As improvisações do elenco também eram constantes que era formado por  Ronald Golias, Otello Zeloni, Renata Fronzi, Jô Soares, Renato Corte Real e Cidinha Campos, e que realizava um humor inspirado na família Von Trapp do musical The Sound of Music (A Noviça Rebelde). Os autores do humorístico eram Carlos Alberto de Nóbrega e Jô Soares.
Me lembro quando criança de ficar super ligado na TV nos dias em que o seriado era apresentado e me divertia muito com todo aquele humor simples, inteligente e especialmente familiar. Infelizmente com o passar dos anos, esse estilo de humor foi sendo substituído e chegando aos dias atuais vemos uma mudança completa na maneira de se fazer um programa humorístico. Não vai aqui nenhuma crítica destrutiva mas atualmente o humor na televisão brasileira deixa muito a desejar. Não temos mais programas humorísticos inteligentes na TV brasileira. Saudades da Família Trapo.
Infelizmente as gravações em fitas dos episódios da série, foram destruídos após alguns incêndios que aconteceram na TV Record, restando apenas 3 episódios.
Abaixo, um dos episódios mais incríveis da série e sem qualquer sombra de dúvida um dos momentos marcantes na história da televisão: o episódio em que o rei do futebol, Pelé, participa. Assista o episódio completo.



17 de out de 2014

A invasão corintiana ao Rio de Janeiro em 1976

Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, 5 de Dezembro de 1976.
Jogo semi-final do Campeonato Brasileiro entre Fluminense e Corínthians.
O que parecia impossível de acontecer, acontece. 60 mil torcedores do Corínthians invadem o Rio de Janeiro para assistir ao épico jogo de semi-final de seu time contra o todo poderoso Fluminense, a máquina tricolor de Rivelino e Cia.
Ninguém em sã consciência poderia imaginar o que estava para acontecer naquele domingo a não ser a própria torcida corintiana. O favoritismo era total da máquina tricolor e foi um domingo de chuva.
Mesmo assim, 146.043 pessoas estavam presentes no estádio.
O time do Fluminense escalado pelo técnico Didi era esse:
Renato; Rubens Galaxie, Carlos Alberto Torres, Edinho e Rodrigues Neto; Carlos Alberto Pintinho, Cleber e Rivelino: Gil, Doval e Dirceu.
O time do Corinthians escalado pelo técnico Duque era esse:
Tobias; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Givanildo, Russo e Neca; Waguinho, Geraldão e Romeu.
Tempo normal terminou empatado em 1x1.
Gols: Carlos Alberto Pintinho (Fluminense) aos 18 minutos do primeiro tempo e Russo (Corínthians) aos 29 minutos do segundo tempo.
Prorrogação 0x0 e o jogo foi para os penaltis. O Corinthians vence por 4x1 e vai para a final do Campeonato Brasileiro contra o Internacional. O Inter seria o campeão naquele ano.
O Corínthians não ganhava nenhum campeonato desde 1954 e isso só iria acontecer 23 anos depois com a conquista do campeonato paulista em 1977.
Em 17 de Outubro de 2014, o eterno e inesquecível Presidente tricolor na época, Dr. Francisco Horta, participou do programa Redação SporTV comandado pelo jornalista André Risek e acompanhado do jornalista Xico Sá.
O motivo dessa postagem é mostrar o relato do Dr. Horta e dos integrantes do programa que demonstra o quanto realmente o futebol está mudado para pior. Não só o Fluminense mas o Rio de Janeiro recebeu o Corínthians e seus torcedores de maneira digna e cordial. A declaração no vídeo abaixo mostra o quanto realmente esse jogo entrou para a história do futebol brasileiro como um dos momentos mais épicos e emocionantes. O vídeo abaixo é de pouco mais de 3 minutos e vale a pena conferir o depoimento sobre esse evento.